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17/10/2017

Árvores da região de Pinheiros serão monitoradas

Publicado em 08/06/2017

Monitoramento deve ser finalizado em 2018 e pode identificar casos mais urgentes de poda e remoção, a fim de evitar novas quedas / Grupo 1 de JornaisPor Diego Gouvêa

Com o objetivo de agilizar o atendimento dos pedidos para poda e remoção, a Prefeitura Regional de Pinheiros pretende viabilizar um projeto de monitoramento de todas as árvores da região. Hoje, esses serviços são feitos por uma equipe limitada de funcionários conforme o recebimento de queixas dos moradores por e-mail ou telefone.  

Segundo estimativas da administração, a região tem cerca de 85 mil árvores. O distrito mais arborizado é o do Itaim Bibi, seguido por Alto de Pinheiros, Pinheiros e Jardim Paulista. Para realizar o projeto, todos os exemplares serão inspecionados para a verificação das condições de saúde.

A avaliação das árvores será realizada por quatro engenheiros agrônomos da Prefeitura Regional, que já iniciaram o trabalho no Jardim Paulista. O distrito foi escolhido para receber as primeiras vistorias por concentrar os exemplares mais antigos da região e que apresentam maior risco de queda.

Ainda de acordo com a administração local, quando o projeto estiver concluído serão evitadas situações como as que ocorrem com o atual sistema de gestão, que atende as reclamações por ordem de chegada. “Isso é um pouco equivocado, pois não temos como saber se uma árvore no Itaim Bibi tem urgência maior do que outra no Alto de Pinheiros”, afirmou o prefeito regional Paulo Mathias, em entrevista à “TV Câmara São Paulo”.

A intenção da Prefeitura Regional é que o projeto de monitoramento esteja em funcionamento dentro de um ano e meio. Caso alguma árvore apresente problemas de estrutura e precise ser removida, as equipes municipais farão o plantio de um novo exemplar para substituí-la.

Por conta própria

A Prefeitura de São Paulo pretende viabilizar ainda este ano um novo processo para a execução das podas de árvore. Por meio de mudança em um projeto de lei já em tramitação na Câmara Municipal, o paulistano poderá contratar um profissional particular para o serviço. Pelas regras atuais, o corte é feito somente após a autorização das prefeituras regionais.

Hoje, uma solicitação de poda chega a ficar mais de dois anos na fila de espera, e a multa por corte ilegal é de R$ 10 mil. De acordo com a proposta, o serviço será realizado por agrônomos ou biólogos credenciados pelo Município e pagos pelo requisitante, não pela administração paulistana. Se as árvores estiverem em contato com a fiação elétrica, a AES Eletropaulo também deverá ganhar autonomia para o corte, sem o aval da Prefeitura.

Para que a mudança seja viabilizada, a gestão João Doria pretende utilizar como base um texto já aprovado em primeira votação na Câmara Municipal, de autoria do secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente Gilberto Natalini. Até o ano passado, Natalini atuava como parlamentar paulistano. A proposta deve ser aprovada com facilidade, já que o Executivo conta com o apoio da maioria dos vereadores.

A atual legislação, que deixa as podas de árvore a cargo da Prefeitura, foi criada em 1987, na gestão Jânio Quadros. Nas décadas seguintes, buscaram-se várias alternativas para facilitar a execução do trabalho.

Exemplo

Em virtude dos problemas na manutenção da vegetação arbórea, associações de bairro e moradores têm se mobilizado para preservar as árvores da cidade. É o caso da Ame Jardins (Associação de Moradores e Empresários dos Jardins), que encomendou em 2011 um levantamento ao IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) sobre as condições das árvores na região em que atua.

Na época, o estudo solicitado pela associação apontou a necessidade da remoção de 333 árvores com risco iminente de queda. Dessas, 120 foram removidas e 113, replantadas. O replantio foi uma das principais reivindicações da Ame Jardins.

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