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19/11/2017

Ciclofaixa vai ligar Pedroso de Moraes ao Terminal Pinheiros

Publicado em 06/07/2017

Novo ramal para bicicletas terá 1,6 quilômetro de extensão

Implantação de novo ramal para bicicletas entre a ciclovia da Pedroso de Moraes e o Terminal Pinheiros deve ocorrer até o final do ano /  Grupo 1 de JornaisPor Diego Gouvêa

Em meio à polêmica sobre o possível desmanche de ciclofaixas e ciclovias na cidade, a região de Pinheiros está prestes a ganhar um novo ramal para bicicletas. Com implantação prevista até o final deste ano, o trajeto ligará a rede cicloviária da Avenida Pedroso de Moraes ao Terminal Pinheiros, em 1,6 quilômetro de extensão.

O traçado foi discutido tanto por grupos de cicloativistas quanto por comerciantes e moradores das vias. O traçado da ciclofaixa vai começar na Pedroso de Moraes e se estender pelas ruas Natingui, Costa Carvalho, Sumidouro, Eugênio de Medeiros e Capri, onde permitirá acesso ao Terminal Pinheiros, que concentra ônibus municipais e intermunicipais, além das linhas 4 - Amarela do Metrô e 9 - Esmeralda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Outras ruas cogitadas para receber o trajeto da ciclofaixa foram a Vupabussu e a Nicolau Cagliardi, que formariam um caminho alternativo para as bicicletas junto a um trecho da Costa Carvalho. Porém, essa opção foi descartada em virtude do alto risco de acidentes, segundo análises técnicas.

Ciclovia da Rua Natingui será expandida por meio de ciclofaixa ao longo da Rua Costa Carvalho até o Terminal Pinheiros / G1JOs detalhes sobre o projeto foram definidos em três audiências públicas realizadas na sede da Prefeitura Regional de Pinheiros, a última delas no final de junho. Os encontros foram coordenados pela administração local, pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes.

“Houve considerações, porém, ao final da reunião, todos saíram a favor da implantação”, informou a Prefeitura Regional. No entanto, participantes de todos os segmentos presentes nas reuniões se queixaram da falta de divulgação dos debates pelos três órgãos municipais.

Apesar da confirmação de um novo ramal cicloviário na região, a Prefeitura de São Paulo adiou a construção de uma ciclopassarela sobre o Rio Pinheiros, paralela às pontes Bernardo Goldfarb e Eusébio Matoso. Hoje, os ciclistas ficam expostos ao tráfego intenso de veículos ao utilizar as alças viárias. A estrutura exclusiva para bicicletas permitiria a travessia em segurança entre os bairros de Pinheiros e Butantã.

A ciclopassarela seria financiada por recursos da Operação Urbana Faria Lima, obtidos por meio da venda de potenciais construtivos ao mercado imobiliário, sem a utilização direta de verba do caixa paulistano. Até o ano passado, o projeto estava orçado pela SPObras, empresa municipal, em R$ 22,5 milhões, mas ainda sem processo de licitação iniciado.

Agora, ao invés de prosseguir o plano de licitar a obra com o projeto básico, a SPObras deve licitar primeiro a elaboração de um projeto executivo e, depois, a obra em si. A mudança foi justificada pela garantia da segurança técnica do projeto. Por enquanto, não há prazo definido para o projeto sair do papel.

Outras regiões

Desde 2014, a cidade ganhou 480 quilômetros de vias para bicicletas, entre ciclovias (espaço segregado para ciclistas nos canteiros centrais) e ciclofaixas (espaço segregado no leito carroçável, por meio de postes flexíveis e taxões instalados no asfalto). Parte dos ramais implantados durante a gestão Fernando Haddad gerou críticas de moradores e comerciantes, que diziam não ter sido consultados. Por outro lado, grupos cicloativistas apoiaram a iniciativa.

A partir deste ano, ao assumir a administração municipal, o prefeito João Doria afirmou que as polêmicas ciclofaixas seriam revistas. “Estamos reavaliando as ciclofaixas de maneira serena, sem colocar dose de emoção no tema, pois existem as que prejudicam o comércio e os moradores. Já aquelas que são bem utilizadas serão preservadas”, declarou no início do ano, durante encontro com associações de bairro no Museu Brasileiro de Escultura (MuBE). Um dos critérios adotados pela atual administração para a remoção de ciclofaixas será a ausência de interligação com terminais de transporte.

Em Pinheiros ainda não há casos de ciclofaixas suprimidas. Porém, outros locais da cidade já tiveram ramais apagados. No bairro do Morumbi, por exemplo, um trecho da Avenida Amarílis e da Rua Doutor Fausto de Almeida Prado Penteado foi apagado em março pela Prefeitura Regional do Butantã sob a justificativa da necessidade de executar o serviço de tapa-buraco.

Trecho de rua no Morumbi que teve ciclofaixa apagada / VádeBike - ReproduçãoNas vias do Morumbi também foram retiradas as placas de sinalização para ciclistas. Grupos cicloativistas protestaram contra a medida. A repintura da ciclofaixa não tem mais prazo para ocorrer, pois agora depende de discussão entre moradores, comerciantes e cicloativistas, afirma a administração municipal.

Outro bairro cujas ciclofaixas podem ser revistas é o da Chácara Santo Antônio, nas ruas Alexandre Dumas e Fernandes Moreira. Moradores e comerciantes promoveram abaixo-assinado para que o ramal, implantado em 2014, fosse reavaliado pela Prefeitura.

Na época, havia a suspeita de que o traçado original – que compreenderia a Rua Américo Brasiliense entre a Marginal Pinheiros e a Avenida Santo Amaro – tinha sido alterado para não passar em frente aos imóveis de familiares do então secretário de Transportes Jilmar Tatto. A gestão do ex-prefeito Fernando Haddad afirmou que a mudança foi tomada com base em análises técnicas.  

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