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20/11/2017

Comerciantes querem revitalizar a Teodoro Sampaio

Publicado em 27/04/2017

Entre as medidas que lojistas pretendem viabilizar está o retorno da cobrança da Zona Azul, reparos na iluminação, plantio de árvores e até a instalação de jardins verticais

Mudanças propostas devem ser apresentadas em breve pelos lojistas a diferentes órgãos municipais, como a Prefeitura Regional de Pinheiros, a CET  e Ilume  / Grupo 1 de JornaisPor Diego Gouvêa

Lojistas da Rua Teodoro Sampaio se mobilizam para estudar com a Prefeitura Regional de Pinheiros mudanças para reativar o comércio local, um dos centros de compras mais tradicionais da cidade. Entre as medidas que pretendem viabilizar está o retorno da cobrança da Zona Azul, reparos na iluminação para os pedestres, plantio de árvores e até a instalação de jardins verticais nas empenas dos prédios.

No que se refere à Zona Azul, os comerciantes dizem que a volta do estacionamento rotativo é necessária para criar movimento nas lojas, principalmente no trecho entre as avenidas Brigadeiro Faria Lima e Pedroso de Moraes. Com maior alternância no uso das vagas haveria mais clientes, defendem os empresários.

Quanto às outras medidas, que não dependem apenas da administração municipal, os próprios comerciantes podem se encarregar de viabilizá-las, como no caso do plantio de mudas e da iluminação. “Cada loja poderia ficar responsável por adotar uma árvore e bancar a troca das lâmpadas, por exemplo. O custo ficaria por nossa conta, a Prefeitura entraria com a mão de obra”, sugere Gianfranco Cundari, proprietário de uma loja na Teodoro Sampaio.

As mudanças propostas devem ser apresentadas em breve pelos lojistas a diferentes órgãos municipais, como a Prefeitura Regional de Pinheiros, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e o Ilume (Departamento de Iluminação).

“O auge da Teodoro Sampaio foi nos anos 90, quando o movimento de clientes era intenso”, lembra Josias de Luna, também comerciante da rua. As ideias propostas e que serão debatidas entre os comerciantes foram apresentadas por Gianfranco Cundari e Josias de Luna à diretora da Gazeta de Pinheiros - Grupo 1 de Jornais, Ana Lucia Donnini, na última quarta-feira (26). 

  Gianfranco Cundari, Josias de Luna e Ana Lucia Donnini discutem a Teodoro Sampaio / Grupo 1 de Jornais  Rua símbolo de Pinheiros

A Rua Teodoro Sampaio foi aberta no final do século 19, mas se estendia apenas até o trecho da Rua Joaquim Antunes. Posteriormente, seu traçado seria prolongado até a Avenida Doutor Arnaldo. A denominação homenageia o engenheiro, geógrafo e historiador Teodoro Fernandes Sampaio, nascido na Bahia e que trabalhou em obras públicas na capital paulista.

A vocação comercial da Teodoro Sampaio surgiu quando empresários da época instalaram seus estabelecimentos no trecho da rua próximo ao antigo “Mercado dos Caipiras”, atual Mercado Municipal de Pinheiros, com a intenção de explorar parte do público que usufruía do entreposto. 

Teodoro Sampaio, 1922, durante obras de pontilhão sobre a Rua Joaquim Antunes / DHPPNo século 20, principalmente em meados dos anos 50, a rua se destacou na cidade com a chegada das primeiras lojas de móveis. Já nas décadas de 60 e 70, o comércio começou a se diversificar. Próximo ao Largo da Batata instalaram-se as lojas populares de roupas e eletrodomésticos; mais à frente, no trecho entre as avenidas Pedroso de Moraes e Henrique Schaumann, o setor moveleiro; e no trajeto final, até a Av. Doutor Arnaldo, as lojas de instrumentos musicais e serviços em geral.

Nos anos 90, o comércio local teve seu auge. O movimento intenso dos clientes também gerava alguns problemas, como os conflitos entre lojistas e camelôs, já que o número de barraquinhas aumentava a cada semana.

Nos anos 2000, a rua passou por diversas mudanças, com a reforma das calçadas, consequência da extensão das obras de reconversão urbana do Largo da Batata. O projeto, que passou por diferentes administrações municipais, incluía ainda o enterramento da fiação suspensa pelos postes. A intervenção, contudo, não ocorreu em virtude de desentendimentos entre a Prefeitura, a concessionária AES Eletropaulo e empresas de telefonia e TV a cabo.

Porém, apesar da bonança econômica das décadas passadas, nos anos 2010 o aumento do aluguel, proporcionado pela inauguração da Estação Faria Lima do Metrô, e a crise econômica resultaram na queda das vendas e na decadência de um dos endereços mais simbólicos do bairro de Pinheiros. 

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