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18/11/2017

Estado terá de pagar empresa por atraso na Linha 4

Publicado em 01/04/2017

O Governo do Estado terá de ressarcir a concessionária responsável pela Linha 4 - Amarela por conta do atraso das estações Vila Sônia

Estação Vila Sônia deve ficar pronta em agosto de 2019; cronograma anterior do Estado previa conclusão para março de 2018 / Grupo 1 de Jornais

O Governo do Estado terá de ressarcir a concessionária responsável pela Linha 4 - Amarela por conta do atraso das estações Vila Sônia, São Paulo-Morumbi, Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie. Isso porque a empresa é remunerada pelo número de passageiros que utilizam o ramal, e não por uma parte da tarifa, como ocorre com o Metrô (Companhia do Metropolitano).

No ano passado, o presidente da concessionária ViaQuatro, Harald Zwetkoff, declarou ao jornal “Folha de S. Paulo” que não acreditava que as novas paradas seriam entregues no prazo estipulado pela gestão Geraldo Alckmin há três anos. “Nós sabemos que março de 2018 é um desafio enorme de ser cumprido com as estações que faltam”, disse ele. A incerteza quanto ao cumprimento do cronograma é maior no que se refere à Estação Vila Sônia, que envolve as obras mais complexas.

Segundo a última estimativa divulgada pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos, a conclusão da Estação Higienópolis-Mackenzie está prevista para agosto de 2017; a Oscar Freire, para novembro de 2017; a São Paulo-Morumbi, para março de 2018; e a Vila Sônia, para agosto de 2019.

No caso da Vila Sônia, a parada terá a operação iniciada mais de um ano depois do que previa o cronograma. Além da futura estação subterrânea, está prevista a construção de um pátio de manobras para trens e de um terminal de ônibus em anexo, ambos com obras já iniciadas.

A Linha 4 - Amarela é o primeiro ramal do sistema metroferroviário paulista a ser operado pela iniciativa privada. A ViaQuatro tem o direito de explorá-la pelo período de 30 anos. As obras civis são de responsabilidade do Estado, por meio do Metrô.   

Histórico da segunda fase

Em julho de 2015, o Governo do Estado cancelou o contrato com o consórcio Isolux Corsán-Corviam após as obras serem paralisadas no final de 2014. Antes da rescisão do acordo, a empresa acusava o Metrô de atraso na entrega de projetos executivos das estações e de não disponibilizar informações técnicas dos mesmos.

Por sua vez, a empresa estatal afirmava ter encaminhado todos os planejamentos necessários para o prosseguimento regular dos trabalhos. Do contrato inicial, o Isolux entregou apenas a Estação Fradique Coutinho, que sofreu diversos adiamentos antes da inauguração em novembro de 2014, um mês após a reeleição do governador Geraldo Alckmin. Em julho do ano passado, o Metrô assinou contrato com o consórcio TC-Linha 4, formado pelas empresas Tiisa S/A e Comsa S/A, para a retomada das obras em agosto.

Já a primeira fase da Linha 4 - Amarela, inaugurada em 2010, é composta pelas estações Butantã, Pinheiros, Faria Lima, Paulista, República e Luz. As obras dessa etapa foram executadas pelo Consórcio Via Amarela.

Nova licitação da Linha 6

O Governo do Estado avalia a possibilidade de uma nova licitação para a Linha 6 - Laranja do Metrô, com obras paralisadas desde outubro do ano passado. A interrupção dos trabalhos se deve a dificuldades na obtenção de financiamento em âmbito federal pelo Consórcio Move São Paulo, formado por empresas investigadas na Operação Lava Jato.

A gestão Geraldo Alckmin e o consórcio aguardam até 15 de junho para que o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) libere R$ 5,5 bilhões para a Linha 6. Caso não seja aprovada a solicitação do crédito, o Estado retomará desde o início o processo de seleção das empresas para dar continuidade às obras, cuja conclusão estava prevista para 2020.

O traçado completo da Linha 6 - Laranja do Metrô é composto pelas estações Brasilândia, Vila Cardoso, Itaberaba, João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Perdizes, PUC-Cardoso de Almeida, Angélica-Pacaembu, Higienópolis-Mackenzie, 14 Bis, Bela Vista e São Joaquim, onde terá ligação com a Linha 1 - Azul. Quando concluído, o ramal será administrado pela mesma empresa responsável pelas obras.

 

 

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