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17/10/2017

Gazeta de Pinheiros: 61 anos destacando os principais fatos da região

Publicado em 24/05/2017

Durante sua trajetória, a Gazeta de Pinheiros expôs os mais variados temas que fazem parte do cotidiano da região, seja no que se refere a projetos urbanísticos, seja à qualidade do transporte, ao policiamento e à vida cultural. Alguns problemas foram resolvidos e outros ainda têm destaque nas páginas do semanário. Confira a seguir algumas manchetes publicadas nos últimos 61 anos:

“Barracões de madeira utilizados como sala de aula”, 1956 – A Gazeta de Pinheiros denunciava logo em seu primeiro ano de vida as condições de estudo dos alunos do Colégio Estadual Fernão Dias Paes. Sem a ampliação do prédio da unidade de ensino, crianças e adolescentes eram obrigados a utilizar provisoriamente barracões de madeira improvisados pela Secretaria de Educação. Em 1957, a situação do tradicional colégio de Pinheiros se agravou quando as vagas se esgotaram até para alunos já aprovados no ano anterior, conforme abordado na reportagem “Falta de vagas alarmante em Pinheiros”.   

No fim de 2015, o Fernão Dias foi ocupado durante 55 dias por grupo de estudantes que contestavam a reorganização escolar promovida pelo Governo do Estado. Segundo eles, a medida teria o objetivo de economizar recursos dos cofres públicos por meio da eliminação de salas de aula. Para o governo paulista, a acusação tinha cunho político.

 

“Córrego Verde – a canalização total vai ser iniciada êste ano”, 1965 – A Gazeta de Pinheiros trazia aos leitores a notícia de que o projeto de canalização do Córrego Verde seria iniciado até dezembro de 1965, após insistentes apelos à Prefeitura de São Paulo e à Câmara Municipal. Na época ainda estavam expostos os trechos da Rua Medeiros de Albuquerque, na Vila Madalena, e da Rua Lisboa e da Avenida Henrique Schaumann, em Pinheiros.

Hoje, o soterrado Córrego Verde continua sendo assunto nas páginas da Gazeta de Pinheiros. A discussão atual, porém, gira em torno da abertura do curso d’água a fim de integrá-lo a um projeto de parque linear. Moradores da região se dividem sobre a proposta, que tem como objetivo amenizar as enchentes e ocupar espaços públicos ociosos. A Rua Medeiros de Albuquerque, citada na reportagem dos anos 60, seria incluída no planejamento urbanístico.

 

 

“Obras se arrastam em prejuízo da população”, 1974 – O atraso em duas obras viárias era destacado pelo jornal: o alargamento da Avenida Henrique Schaumann e a extensão da Avenida Brigadeiro Faria Lima. A primeira sofreu com “sucessivas paralisações” e seu “prazo de conclusão “havia expirado há muito tempo”. Já no caso da segunda, o avanço dos trabalhos exigia a remoção de postes da concessionária de luz da época, a Light, que alegava depender da retirada de cabos da Telesp, antiga prestadora de serviços telefônicos.

Anos mais tarde, ambas as obras seriam finalizadas, e hoje a Henrique Schaumann e a Faria Lima colaboraram para o deslocamento viário na região. Porém, os efeitos benéficos desses projetos seriam limitados, já que na década de 70 houve pouco investimento em transporte público, em decorrência da priorização do transporte individual.

 

 

 

 

 

“Delegado de Pinheiros diz que os traficantes serão afastados”, 1974 – Matéria da época expunha reclamações de moradores do bairro ao então delegado do 14º Distrito Policial, Paulo Bonchristiano, sobre a atividade de supostos traficantes de drogas. Nos anos 70, a venda de entorpecentes se intensificava na capital paulista, e a região de Pinheiros não ficava fora dessa tendência.

Na entrevista com o oficial, destacavam-se o consumo e a comercialização na Rua Simão Álvares, entre as ruas Teodoro Sampaio e Artur de Azevedo. “Não acredito que existam traficantes que possam estar colocando em risco estudantes do bairro”, declarou ele. Hoje, moradores do trecho citado na reportagem mantêm a reclamação.

 

 

 

 

 

 

“Arquitetos reúnem-se buscando soluções para os problemas do bairro”, 1982 – Cansados da burocracia da máquina pública, arquitetos da Vila Madalena decidiram se organizar para ajudar os moradores da região a resolverem seus impasses. Entre os problemas da época estava o “barranco da Rua Rodésia”, uma área esquecida pela então Administração Regional Pinheiros. O grupo se mobilizou para recuperar o local, que havia se transformado em depósito de lixo.

A Gazeta de Pinheiros colaborou ao divulgar a iniciativa, valorizando o espírito comunitário. Anos mais tarde, o local foi revitalizado ao lado da Praça Éder Sader.

 

“A triste queda da Pérola Negra”, 1987 – A queda da escola de samba Pérola Negra para o Grupo 3 do carnaval paulistano foi registrada pelo jornal em fevereiro de 1987. Décadas mais tarde, a agremiação voltaria a figurar no grupo principal, apesar das constantes quedas e subidas que a acompanham até hoje.

Se por um lado havia o rebaixamento da Pérola Negra, por outro, naquela edição de 1987, o jornal destacava a alegria proporcionada pelo bloco Vai-Quem-Quer, que na época tinha apenas sete anos e desfilava pelas ruas do bairro. Segundo matéria publicada pela Gazeta de Pinheiros, os líderes do cordão estimavam que cerca de 500 foliões participaram da brincadeira no feriado de 1987.

Desde 2011, o carnaval de rua pinheirense mudou de maneira considerável. Com maior cobertura da mídia, a festa passou a ter mais blocos e a dividir a opinião dos moradores. Quem gosta defende a folia como forma de valorização do espaço público; já os críticos reprovam a sujeira e a descaracterização da festa com a presença de veículos com som alto ao ritmo de funk. Hoje, o bloco Vai-Quem-Quer conduz milhares de foliões todos os anos pelo bairro. 

 

“A dura vida dos vizinhos de obras”, 1987 – Reportagem mostrava os transtornos gerados pela proliferação de edifícios em Pinheiros, fenômeno intensificado a partir do final da década de 80 e que atingiu o ápice nos anos 2000. Segundo a matéria, um morador da Rua Doutor Virgílio de Carvalho Pinto teve de deixar sua casa após um acidente em uma obra vizinha colocá-la em risco. Situações como essa se tornavam cada vez mais comuns na região.

 

“Metrô: trecho Paulista–Marginal estará pronto em quatro anos”, 1992 – O projeto do ramal que antecederia a atual Linha 4 - Amarela tinha a conclusão da primeira etapa das obras prevista para 1996, segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos na época. Nos planos do governo estadual constavam as estações Incor e Henrique Schaumann, ambas descartadas ao longo do desenvolvimento do projeto, que sofreria várias modificações nos anos seguintes.

O ramal metroferroviário mais importante da região teria as obras iniciadas somente em 2005 e seria inaugurado em 2010 com as estações Faria Lima e Paulista, sob o nome de Linha 4 - Amarela.

 

“Sujeira toma conta do Largo da Batata”, 1997 – A Gazeta de Pinheiros abordava mais uma vez a situação de um dos locais mais antigos do bairro. Nos anos 90, o Largo da Batata chegava ao auge da degradação, com a sujeira proveniente de estabelecimentos e barracas dos vendedores ambulantes, além dos pedestres que consumiam os produtos.

Dez anos depois, acompanhadas pela chegada da Estação Faria Lima do Metrô, as obras de reconversão urbana trouxeram uma nova realidade para o local. Urbanistas e sociólogos críticos ao projeto afirmam que as obras elitizaram o Largo da Batata ao atrair incorporadoras e forçar a expulsão dos segmentos populares.

 

“Estação Cratera – a terra afundou e a superfície veio abaixo em segundos”, 2007 – A maior tragédia da história local foi abordada em reportagem especial da Gazeta de Pinheiros por meio de entrevistas com autoridades, moradores que tiveram as casas afetadas e familiares das vítimas. Em 12 de janeiro de 2007, sete pessoas morreram soterradas no desmoronamento do canteiro de obras da Estação Pinheiros do Metrô. Todos os anos, no mês de janeiro, o fato é lembrado pelo jornal para que os erros cometidos pelos responsáveis jamais se repitam.

 

 

“Empresas podem despoluir o Rio Pinheiros”, 2017 – Desde os seus primeiros anos, a Gazeta de Pinheiros luta pela causa da despoluição do Rio Pinheiros. Uma manchete de 1958 destacava: “Estação de tratamento de êsgoto: eis a solução para o problema do Rio Pinheiros”. Sugestões ao poder público não deixavam de ser publicadas, como “a construção de uma estação de tratamento de êsgoto” a fim de atender a população crescente das “vilas” da região. “Rio das fezes” e “Rio Êsgoto” eram os termos utilizados pelos moradores para se referir ao cada vez mais poluído Rio Pinheiros, que no século 21 continua com as águas paradas no tempo.

Neste ano, foi anunciada a possibilidade de a iniciativa privada auxiliar na despoluição do rio. A ideia partiu da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), que pretende reverter as águas à Represa Billings de forma a ampliar o potencial da Usina Hidrelétrica Henry Borden, na cidade de Cubatão. 

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