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25/05/2018

Metrô: nova linha da região continua na gaveta

Publicado em 23/02/2018

Linha 20 – Rosa teria interligação com a Linha 4 – Amarela,  na Estação Faria Lima / Grupo 1 de Jornais  Por Diego Gouvêa

Anunciada em 2011, a Linha 20 - Rosa do Metrô está longe de sair do papel. O ramal que ligaria a zona oeste à zona sul, passando pelo bairro de Pinheiros, teve a licitação suspensa no ano seguinte e até hoje não teve o projeto retomado pelo Governo do Estado. O impasse deve se prolongar em virtude da crise econômica dos últimos anos.

A Linha 20 - Rosa teve a sua licitação aberta pelo governo estadual em 2012, orçada em R$ 3,1 milhões junto a projetos de outros dois ramais, e teria 14 estações: Lapa, Pio XI, Cerro Corá, São Gualter, Panamericana, Pedroso de Moraes, Faria Lima, Rebouças, Jardim América, Jardim Europa, Juscelino Kubitschek, Hélio Pellegrino e Moema.

Os locais onde as estações seriam construídas foram escolhidos pelo Metrô no período de estudos do projeto por apresentaram nível elevado de adensamento urbano, com áreas residenciais e centros financeiros, como as avenidas Pedroso de Moraes, Brigadeiro Faria Lima e Hélio Pellegrino.

Ao todo, o ramal teria 12,3 quilômetros de extensão, com interligação nas linhas 2-Verde, por meio da Estação Cerro Corá; 4 - Amarela, na Faria Lima; e 5 - Lilás, em Moema. Haveria ainda a possibilidade de expansão para o município de São Bernardo do Campo, vizinho à capital.

Ramal se estenderia pelas avenidas Pedroso de Moraes, Faria Lima e Hélio Pellegrino, com ligação a outras duas linhas / ReproduçãoConforme a proposta da Secretaria de Transportes Metropolitanos na época, a empresa que vencesse a concorrência da Linha 20 - Rosa ficaria responsável pelo estudo econômico de uma PPP (Parceria Público-Privada) para construção e operação do ramal. O prazo para o ramal entrar em operação seria o ano de 2025. As obras estavam previstas para começar em 2014.

No entanto, em 2012, o próprio Metrô suspendeu duas licitações dos projetos funcionais da futura Linha 20 - Rosa. A decisão foi anunciada porque o Governo do Estado estaria analisando a possibilidade de uma nova proposta de PPP.

 

De acordo com o modelo sugerido na época, o vencedor da licitação teria a responsabilidade de planejar como seriam as futuras estações do ramal. Além das obras, a empresa vencedora ficaria responsável pelo estudo econômico da PPP para a operação da linha. As futuras estações teriam shoppings subterrâneos ao longo da Avenida Brigadeiro Faria Lima. O financiamento do projeto seria obtido junto ao Banco Mundial, com custo estimado em R$ 3 bilhões.

 

Ainda em 2012, a Prefeitura de São Paulo cogitou disponibilizar recursos para a Linha 20 - Rosa por meio da Operação Urbana Faria Lima, que obteria renda com a venda de Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção) ao mercado imobiliário. Por sua vez, as construtoras poderiam erguer empreendimentos com gabarito acima do permitido pela lei municipal do zoneamento. No entanto, a proposta da gestão Gilberto Kassab, então prefeito, foi vetada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Sobre a justificativa do veto a novos prédios, a CVM, órgão federal, alegou que o número de Cepacs só poderia ser estabelecido no início da Operação Urbana Faria Lima, em 1995. A ausência de um estudo técnico que comprovasse a capacidade da região em receber mais empreendimentos também foi considerada na decisão.

Antes de a licitação ser suspensa, em 2011, o Metrô recebeu Manifestação de Interesse Privado (MIP) da Invepar, empreiteira responsável por dois ramais de metrô no Rio de Janeiro e composta pela construtora OAS e por um fundo de pensão do Banco do Brasil e da Petrobrás.

Hoje, além da licitação suspensa, a retomada do projeto da Linha 20 enfrenta dificuldade em virtude da crise econômica, que também paralisou outros ramais em execução, como a Linha 6 - Laranja (Brasilândia – São Joaquim). Iniciada em 2015, a Linha 6 teve as obras interrompidas em virtude da dificuldade das empresas em obter financiamento, visto que estavam sob investigação da Operação Lava Jato.


 

 

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