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25/07/2017

Moradores exigem mais policiais para Pinheiros

Publicado em 08/08/2012

Segundo Conseg, efetivo da Polícia Militar não é suficiente para cobrir toda a região

Desde o final do ano passado, Pinheiros tornou-se uma das regiões da cidade mais visadas por grupos de arrastão, por concentrar uma variedade de bares e restaurantes. O trabalho investigativo após as ocorrências tem surtido efeito, com a identificação e prisões de alguns participantes dos delitos. Porém, apesar do esforço para melhorar o policiamento preventivo, o poder público enfrenta obstáculos para inibir as ações criminosas e um dos principais motivos desta situação talvez já tenha sido anunciado pelos moradores de Pinheiros há anos.

4a Cia do 23 Batalhão, anexa ao 14 Distrito Policial

Moradora de Pinheiros há mais de quatro décadas, a advogada Mirian Tanaka sempre tentou encontrar um meio de melhorar a região onde vive. Com este objetivo ingressou no Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) em 1996. Mesmo antes de assumir a presidência do órgão civil, em 2007, ela estava ciente da provável limitação no policiamento ostensivo na região: efetivo insuficiente da Polícia Militar (PM).

“Os distritos de Pinheiros e Alto de Pinheiros têm juntos mais de 115 mil habitantes. No entanto, de acordo com dados levantados pelo Conseg, essa população é atendida apenas por cerca de 200 homens treinados, dez viaturas e dez motos da PM”, afirma Mirian. Ainda segundo ela, há outros agravantes da situação. “Pelo tempo em que estou frente ao Conseg, sei que não é raro ter carros parados na manutenção por um longo período, devido a dificuldades na obtenção de peças mecânicas”.

Insistência

Solicitações de mais efetivo ao governo estadual não faltaram, afirma. “Estive na sede da Secretaria da Segurança Pública mais de dez vezes, mas a resposta é sempre a mesma e até compreendo. Eles [secretaria] dizem que o número de homens e equipamentos são fornecidos de acordo com a demanda em cada região, no caso, os boletins de ocorrências relacionados a crimes como assaltos e homicídios, que a maioria das vítimas se recusa a fazer pelo receio de retaliações dos bandidos”.

Porém, a insistência por mais policiamento deu resultados em 2008. “Reunimos aproximadamente 5 mil assinaturas para a implantação da 4ª Companhia do 23º Batalhão da PM, na Rua Deputado Lacerda Franco, motivada também pela onda de ataques da ‘gangue da marcha ré’ na época”, conta Mirian.

Raiz do problema

Para a presidente do Conseg de Pinheiros, além da necessidade de reunir dados técnicos que justifiquem os pedidos para aumento do efetivo,Mirian Tanaka, presidente do Conseg de Pinheiros outros fatores ocasionam no sentimento de insegurança na região. “Falta interesse do poder público em resolver a situação. Verba não falta para investir no policiamento. O mesmo se aplica à educação, a fim de evitar que os jovens escolham o caminho do crime”.

Secretaria da Segurança

Procurada pela Gazeta de Pinheiros - Grupo 1 de Jornais, a Secretaria da Segurança Pública informou por meio de sua assessoria de imprensa que 7 mil policiais efetivados serão distribuídos em todo o Estado até o final do ano. No portal do governo, a definição dos postos a receberem os novos oficiais deve ocorrer neste mês. Referente ao número exato do efetivo disponível ao 23º Batalhão, a secretaria afirma que não pode divulgá-lo por questões estratégicas.

Ainda segundo a pasta de segurança do governo, antes da distribuição de novos policiais numa determinada localidade é considerada a população residente, a população flutuante e os indicadores criminais baseados em boletins de ocorrência alusivos a casos de assaltos e homicídios, por exemplo. Outros fatores podem eventualmente ser utilizados no cálculo.

Diego Gouvêa

1ª Companhia do 23º Batalhão, instalada no Parque Villa-Lobos

Sobre a prevenção de arrastões, o governo realiza o programa Vizinha Solidária, com o objetivo de estabelecer um canal de comunicação entre moradores e a Polícia Militar, de maneira que qualquer movimentação suspeita no bairro seja alertada. A iniciativa já está em vigor no Itaim Bibi, enquanto que em Pinheiros, cabe às entidades civis procurarem as autoridades locais para viabilizar o projeto, informou a secretaria.

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