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18/01/2018

Prédios de uso misto vão transformar Avenida Rebouças

Publicado em 30/11/2017

Rebouças deve ganhar ao menos oito empreendimentos neste ano; projetos terão perfil de uso misto, com unidades residenciais e comércio no térreo Apesar do cenário de decadência, com casarões vazios e lojas com placas de “alugue-se” e “vende-se”, a Rebouças pode recuperar seu status de avenida nobre nos próximos anos. Além da possível melhora na economia, ainda que tímida, o novo zoneamento (Lei de Uso e Ocupação do Solo), aprovado em 2016, deve proporcionar mudanças significativas, principalmente pela chegada dos prédios de uso misto: empreendimentos que mesclam unidades residenciais com espaços voltados ao comércio no térreo para estimular a circulação de pedestres.

Hoje, ao menos oito empreendimentos residenciais devem ser erguidos em toda a extensão da Rebouças, desde a Rua da Consolação até a Avenida Eusébio Matoso, inclusive nas vias transversais. Alguns deles serão entregues a partir de 2018.  

O novo zoneamento segue as diretrizes do Plano Diretor Estratégico (PDE), que visa aproximar a moradia do emprego por meio do adensamento ao longo dos eixos de transporte. Assim, o funcionamento paralelo de um corredor de ônibus na Rebouças e da Linha 4 - Amarela do Metrô colabora para o adensamento. No caso do ramal metroferroviário, são duas estações no eixo da avenida, a Fradique Coutinho e a Oscar Freire, esta com inauguração prevista para março do próximo ano. 

A maioria dos novos projetos, inclusive os prédios de uso misto, deve ser lançada no lado par da avenida, onde está o bairro de Pinheiros. Pela nova legislação, o limite do coeficiente construtivo na Rebouças é de até quatro vezes a dimensão do terreno. Até 2015, o limite do gabarito era de 2,5 a área construída. Já no lado ímpar, ocupado pelos Jardins, serão erguidos prédios de até três andares para atividades comerciais.

Entre os futuros projetos da avenida está o VN Capote Valente, situado na esquina com a rua de mesmo nome. Antes de as obras serem iniciadas, o escritório de arquitetura responsável, Perkins+Will, pretendia erguer um edifício de 12,4 mil metros quadrados de área construída e perfil exclusivamente residencial, com 188 unidades divididas em oito andares.

Porém, com a aprovação do Plano Diretor pela Câmara Municipal, o empreendimento ganhou nova concepção, com área construída de 28,4 mil metros quadrados, dos quais 1,7 mil foi reservado para lojas. A altura do edifício também aumentou, passando para 27 andares, com 269 unidades. Na garagem foram criadas 70 vagas para bicicletas, inexistentes na primeira versão do projeto. O VN Capote Valente foi lançado no final de agosto, com previsão de início das obras para março do ano que vem e entrega para o segundo semestre de 2019.

 

Efeitos negativos

Apesar de incentivar a ocupação da avenida, de forma que deixe de ser apenas um corredor de passagem entre o centro e a zona oeste, uma provável consequência das novas torres será o aumento do trânsito, apontam os críticos ao adensamento.

Nos horários de rush, os veículos circulam em velocidade média de 8,5 km/h na Rebouças, um dos piores índices de lentidão da cidade. Pela nova lei, os apartamentos localizados ao lado dos eixos de transporte poderão ter uma vaga de garagem a cada 60 metros quadrados. Assim, para uma unidade de 180 metros quadrados, por exemplo, serão permitidas até três áreas de estacionamento.

Av. Brasil

Outro endereço da região que passou por processo de esvaziamento nas últimas décadas é a Avenida Brasil, onde imóveis com altos valores de aluguel e venda dificultam a possibilidade de ocupação. Uma casa de 2,5 mil metros quadrados com piscina, por exemplo, é vendida, em média, por R$ 35 milhões. Algumas residências chegam a ter o aluguel calculado em R$ 150 mil mensais.

O Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) estuda liberar pequenos condomínios de casas nos Jardins Paulistano e Europa para compensar o esvaziamento populacional das últimas décadas. A proposta do órgão estadual, que não é unanimidade entre os conselheiros, poderia reduzir o número de mansões abandonadas e degradadas, hoje tomadas pelo mato, entregues aos cupins e sujeitas à invasão.

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