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19/11/2017

Rio Pinheiros vai ganhar 18 mil árvores em suas margens

Publicado em 06/10/2017

Trecho do rio próximo ao bairro de Pinheiros; projeto será viabilizado por meio de parceira entre Prefeitura, Estado e Vivo / Reprodução O Governo do Estado, a Prefeitura de São Paulo e a Vivo anunciaram o plantio de 18 mil árvores na lateral da Marginal Pinheiros. A ação “Marginal Verde”, da administração municipal, em conjunto com o projeto Pomar Urbano, do governo estadual, reflorestará 13,5 quilômetros da via com mudas nativas da Mata Atlântica. O plantio será totalmente custeado pela empresa de telefonia, com investimento estimado em R$ 2,7 milhões, incluindo implantação e manutenção, com previsão de quatro anos.

Segundo o prefeito João Doria, a expectativa é que o projeto esteja concluído até o final de março. “O período de execução é de seis meses. Começa em outubro e vai até 30 de março de 2018”, disse. Além dos 120 tipos de espécies regionais, serão plantados na Marginal Pinheiros 2 mil arbustos ornamentais e flores nativas de forração. Também está previsto o plantio de árvores frutíferas raras da Mata Atlântica, como o Cambuci, eleito símbolo da cidade em 1950 e hoje quase em extinção na capital paulista. Em um dos trechos do rio serão plantadas araucárias, espécie de pinheiro que remete ao nome do bairro de Pinheiros. 

 

A vegetação escolhida tem forte ligação com a história e a cultura da cidade. O Rio Pinheiros já foi chamado de Jurubatuba (“muitas palmeiras”, na língua tupi) por causa da abundância de palmeiras em suas margens, que alimentavam pássaros, esquilos, tucanos de bico verde e papagaios. Por conta disso, o projeto prevê o plantio de 3 mil palmeiras já em porte acima de 2 metros de altura. O projeto formará um grande corredor verde que permitirá o trânsito da fauna nativa, conectando áreas como os parques Villa Lobos, Alfredo Volpi, Burle Marx, o Jockey Club e a Cidade Universitária.

 

O plantio das árvores também irá contribuir para a diminuição da temperatura da região, por onde circulam diariamente 3 milhões de pessoas, aumentando a umidade do ar e reduzindo ruídos, além de funcionar como um filtro para a poeira e os gases tóxicos dos carros. Já a fauna nativa contribuirá para o combate a pragas urbanas como baratas, cupins, mosquitos e pernilongos, além espalhar sementes nativas pelo corredor.

 

O projeto apresentará baixo custo de manutenção e rápido crescimento pelo uso da técnica “floresta de bolso”, que reúne centenas de voluntários para plantar trechos de Mata Atlântica nas áreas públicas da cidade. Em seis meses, a Marginal Pinheiros deve apresentar trechos florestados visíveis. O escritório responsável, contratado pela Vivo, é do botânico Ricardo Cardim, que conta com amplo portfólio de projetos de paisagismo em empreendimentos comerciais e residenciais.

 

Projeto Pomar Urbano

 

O projeto de recuperação ambiental e paisagística do Rio Pinheiros, denominado Pomar Urbano, foi lançado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente em 1999 visando recuperar a vegetação e devolver a vida às margens do rio. Desde o início do projeto, a parceria com a iniciativa privada foi central para a recuperação das margens do Pinheiros. As margens direita (leste) e esquerda (oeste) foram subdivididas em trechos, cedidos às empresas parceiras para implantação ou manutenção de projeto paisagístico.

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