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20/08/2017

Comentários marginais

Publicado em 24/07/2015

por Enio Campoi

 A polêmica levantada nesta semana pelo significativo rebaixamento dos limites de velocidade dos veículos que transitam pelas marginais Pinheiros e Tietê é resultante de mais uma das atitudes impensadas que comprometem a imagem do prefeito Haddad e sua equipe.

Raras têm sido as medidas tomadas pela atual administração municipal na área da mobilidade que não provocaram (e ainda provocam) indignação e irritação à população paulistana, em especial aos automobilistas – alvo principal da ideologia canhestra desses tecnocratas que povoam a Prefeitura de São Paulo. Está mais do que claro que o atual prefeito e companhia fazem questão de tomar decisões para irritar e punir os interesses dos “privilegiados” cidadãos donos de um automóvel ou de um veículo comercial. Para eles, nesse campo, todo mundo é “coxinha”. E, mesmo sabendo-se equivocados, esses “cabeças duras” não têm suficiente humildade para reconhecer seus erros e voltar atrás.

Ao longo da atual administração, foram muitos os protestos por conta do modo como algumas faixas de ônibus foram implantadas, várias delas com apenas 50 metros de extensão, que complicaram o bom fluxo e a própria segurança do trânsito e não trouxeram benefício algum ao aumento da velocidade dos coletivos.

Depois, vieram as mal planejadas e construídas ciclovias, muitas implantadas na “calada da noite”, sem consulta prévia à população que reside ou mantém um estabelecimento comercial nessas vias. Ninguém é contra as ciclovias, pelo contrário, mas sua instalação deveria obedecer a criteriosos estudos técnicos e respeitar os interesses de todos aqueles que poderiam ser prejudicados diretamente por elas, além, é claro, de promover sua efetiva e segura utilização pelos que optam por esse saudável meio de transporte e lazer.

Quanto às marginais, um sistema expresso com limite de 50 km/h é uma piada. Mais uma prova do pensamento simplista da atual administração municipal, que prefere transferir e punir a maioria que se utiliza dessas fundamentais vias de escoamento de trânsito a tomar medidas mais bem pensadas e eficientes, como melhorar os acessos, eliminar buracos e imperfeições das pistas, aprimorar a sinalização, evitar a presença de camelôs e moradores de rua se expondo perigosamente em meio aos veículos, ou fiscalizar certa classe de motoqueiros que transitam, mesmo agora com as limitações de velocidade, alopradamente pelas marginais e constituem o maior número de vítimas mortais ao longo do trecho Pinheiros-Tietê.

E, afora vítimas dessas medidas mais simplistas, ainda somos punidos pelas “pegadinhas” dos radares instalados estrategicamente ao longo ou nos acessos das duas vias, prontos para aumentar a arrecadação municipal. Continuem, assim, senhores administradores desta sofrida capital do trabalho e da perseverança. No próximo ano eleitoral, a população paulistana saberá dar a devida resposta a sua equivocada forma de tratar seus habitantes - sejam automobilistas, motociclistas, ciclistas ou pedestres.   

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