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17/10/2017

Contagem regressiva

Publicado em 07/12/2015

Foram 1.237 jogos, 131 gols, sendo 62 de falta e 69 de pênalti. Como titular, conquistou 11 títulos. E desta vez é verdade.

Foram 1.237 jogos, 131 gols, sendo 62 de falta e 69 de pênalti. Como titular, conquistou 11 títulos. E desta vez é verdade.
Rogério Ceni enfrenta a realidade. A hora de parar é inevitável e certa.
Nos últimos anos ainda deu para segurar, voltar atrás, se arrepender, desafiar o tempo, cedendo ao clamor da torcida, mas agora chegou a hora.
Às vezes protelar o fim nos faz sofrer mais. Chega um momento em nossa vida em que brigar com o tempo é guerra perdida. Melhor enfrentar.
É o que vive um dos maiores goleiros do São Paulo. Ele até que tentou adiar essa decisão, mas sábio é aquele que entende o momento de seguir em frente, se reinventando. Após 25 anos, Rogério finalmente aceita o novo e se aposenta apenas do gol, afinal, o futebol está em seu DNA.
Encerra o ciclo de uma geração vitoriosa. Ele, que assumiu o gol do São Paulo substituindo Zetti, declara que o desempenho do time nos próximos jogos vai definir o início da carreira do novo goleiro que virá. Se a equipe for bem, a jornada de quem vem será mais tranquila.
Rogério quer viajar, estudar, aprender e descansar. Já marcou com Juan Carlos Osório, ex-técnico do São Paulo, de acompanhar uma semana de seu trabalho na seleção mexicana. Quer conversar com Klinsmann, que dirige a seleção dos Estados Unidos, e viajar à Europa para entender um pouco mais do futebol moderno. A chance de se tornar treinador é muito grande, mas, seja lá o que for fazer, com certeza será algum trabalho ligado ao esporte.
Nos bastidores, todos sabem da liderança que o goleiro exerce dentro e fora de campo. Dizem que atua e palpita em tudo. Muito se especulou que, nos vestiários, é ele quem comanda o grupo com pulso firme. Alguns treinadores o consideram um rival de chuteiras.
Para o torcedor são-paulino, pouco importa. Rogério será lembrado com orgulho e carinho e faz parte de um seleto grupo de jogadores que marcaram a história do clube.
Para mim, impressiona a coragem. Não é qualquer goleiro que pega a bola com firmeza, estádio lotado, atravessa o campo e desafia o adversário cobrando falta e pênaltis.
Maior goleiro-artilheiro de todos os tempos, Rogério Ceni marcou o centésimo gol em um dos seus maiores rivais, o Corinthians, na arena do adversário, deixando a marca cravada na história do futebol mundial.
Entre perdas e danos, vitórias e derrotas, o sucesso, afinal, se mede pelas conquistas e lutas, e Rogério, com certeza, é um vencedor.

Silvia Vinhas

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