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20/08/2017

Nossos heróis paralímpicos

Publicado em 20/08/2015

por Silvia Vinhas

=O Brasil encerrou a participação histórica nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto com nossos atletas dando um verdadeiro show. Foram 257 medalhas, sendo 109 de ouro. A campanha superou os 228 pódios no Parapan do Rio, em 2007, e os 91 ouros do Parapan da Cidade do México, em 1999. Para se ter uma ideia do domínio absoluto dos atletas verde-amarelos em Toronto, o Brasil conquistou mais medalhas de ouro que o Canadá, que foi o segundo no quadro geral, com 50, e os Estados Unidos, terceiro colocado, com 39, somados. Juntos, os dois rivais tiveram 90 ouros contra 109 da delegação brasileira, ou seja, 19 medalhas a menos.Fomos superiores em quase todas as modalidades, demonstrando garra e determinação.

O maior destaque brasileiro na competição foi o nadador Daniel Dias. Apelidado de Mister Parapan, o atleta ganhou oito medalhas de ouro em oito provas disputadas. Sua história na competição é a melhor possível. No vôlei sentado, fomos absolutos. A equipe brasileira não perdeu nenhum set.

No atletismo, um garoto de 19 anos tem genética para ser o atleta da década, porque seu tempo de reação é muito mais rápido que o normal. Petrúcio Ferreira dos Santos é considerado a maior promessa do esporte paralímpico brasileiro. O menino, que perdeu parte do braço esquerdo ajudando o pai a moer cana, é hoje o homem mais rápido do planeta.

E no futebol de cinco, onde só podem participar atletas deficientes visuais, com exceção do goleiro, que enxerga normalmente, e a bola tem guizos que servem para orientar os atletas durante a partida, o ouro foi disputado com a Argentina. Numa partida emocionante, vencemos por 2 a 1 e conquistamos o tricampeonato.

Gente, algum de vocês já parou para analisar o que esses atletas fazem? A capacidade de resiliência e força de cada um? Muitos reconstruíram suas vidas com o esporte, e nele encontraram a razão de viver. A lição de vida está em tantas conquistas que é difícil enumerar. São pessoas que não se deixaram vitimizar, erguendo a cabeça e praticando o espírito de luta.
Que a mensagem desse grupo excepcional possa ser nossa bandeira para os Jogos Olímpicos de 2016.

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