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20/08/2017

O BRASIL NO ALL-STAR GAME?

Publicado em 22/02/2016

Para os amantes do basquete da NBA, o All-Star Game, evento que reúne os melhores jogadores do Leste e do Oeste americano, aconteceu pela primeira vez fora dos Estados Unidos. Em Toronto, no Canadá, a edição 64 marcou também a despedida do eterno astro do Los Angeles Lakers, Kobe Bryant.
Conheci Kobe na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010. Ele visitava o bairro pobre de Soweto, na capital Joanesburgo, onde viveu Nelson Mandela, momento registrado pela Band na época. Alegre e comunicativo, Kobe tem um currículo respeitável. São 20 temporadas com a camisa do Los Angeles Lakers, cinco títulos e um legado impecável. Aos 37 anos e em sua turnê de despedida, deu mais um passo rumo ao adeus vestindo a camisa da Conferência Oeste. Foi homenageado por Magic Johnson, que, como Kobe, só jogou pelo Lakers em toda a carreira.
O basquete americano continua imbatível e único. Para qualquer mortal fazer parte desse seleto grupo de astros, é preciso ser excepcional.
Demorou, mas hoje já temos brasileiros fazendo bonito na NBA.
Anderson Varejão, Leandrinho, Marcelinho Huertas, Tiago Splitter, Nenê e Raulzinho.
Tiago Splitter infelizmente está fora dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Uma cirurgia no quadril o manterá afastado das quadras. Numa entrevista concedida a mim em 2014, Splitter declarou toda a vontade e emoção de disputar a primeira Olimpíada no Brasil. Frustração de Tiago e nossa também. O basquete brasileiro fica sem uma peça fundamental na difícil busca pelo pódio.
Já Raul Neto vive seu melhor momento como armador do Utah Jazz.
Após a lesão do australiano Dante Exum, ele se consolidou como titular absoluto da franquia de Salt Lake City.
Raulzinho foi o único representante do Brasil no All-Star Game. Ele participou do Jogo dos Calouros, defendendo o Time Mundo.
Viver a experiência de estar ao lado dos principais jogadores do futuro da NBA deixou Raul ainda mais consciente de seu espaço na Liga Americana de Basquete.
É difícil para nós, que não acompanhamos com regularidade o basquete da NBA, mensurar o que Raulzinho conquistou.
Estar no time de futuras promessas no jogo que antecedeu o All-Star de Kobe Bryant, LeBron James, Kevin Durant, Carmelo Anthony, Dwyane Wade e Paul Gasol é histórico. Demonstra a evolução de nossos atletas.
Na ironia da vida, os ciclos se completam e se renovam.
Sai Kobe Bryant... entra Raulzinho.
Um brasileiro disputando um All-Star Game?
Quem sabe um dia não chegamos lá?
 

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