O Grupo 1 Edição Digital Grupo 1 Mobile Fale Conosco
Receba nossas notícias

17/10/2017

O segredo está na emoção

Publicado em 10/07/2015

por Silvia Vinhas

Trabalhar as emoções, ir além, testar seus limites. Não aprendemos na escola a lidar com elas. Muito menos nos ensinam o autoconhecimento. A vida bate, e a gente aprende, ou deveria aprender. Cada situação é única. E a experiência do outro, definitivamente, não serve para nós. Dizem que temos duas formas de evoluir: pelo amor ou pela dor. Mas é pela emoção da dor e do sofrimento que o choque com a realidade é maior.

Nas vitórias, nos sentimos em outra dimensão, e o mundo sorri diferente. Nas derrotas, a tristeza amarga da lembrança nos assombra como um alerta invisível. Uma experiência traumática, se não for bem trabalhada, nos acompanha como um fantasma silencioso. A inteligência emocional é um estágio conquistado da mente. É preciso uma viagem profunda dentro de nós mesmos em busca de respostas.

Sem exorcizarmos nossos medos, ficamos reféns da mesma emoção, condenados a repetir os mesmos erros, às vezes para o resto da vida. E nossas atitudes são embaladas no pacote que a vida nos embrulhou. Somos um corpo em ebulição pronto para explodir a qualquer hora. E carregamos toda essa emoção para nossas vidas, nossos filhos, nossos trabalhos.

A inteligência emocional no esporte é cada vez mais estudada. Está provado que é a força da mente que nos move. Somos vencedores se acreditamos na vitória, com otimismo latente e determinado. As metas são fundamentais, se trabalhadas em paralelo às emoções.

Um jogador pode ter o melhor preparo físico, técnico e intelectual, mas na hora do pênalti a carga emocional se sobressai e toma o comando. Outro atleta pode ter sido o melhor do mundo, mas é a confiança emocional do momento que conta.

Jamais esquecerei a imagem de incredulidade dos jogadores, do técnico, dos torcedores, do Brasil e do mundo assustados com uma seleção prostrada, estagnada, acuada, diante de uma Alemanha feroz e devastadora. Homens fortes e bem preparados transformados em meninos perdidos. Os gols viraram açoites, verdadeiros golpes, sem chances de reação, naquele 7 a 1. Como num ringue, ficamos paralisados no canto, esperando desesperadamente pelo gongo que nos salvasse daquele pesadelo.

A experiência passou, e não evoluímos. O Brasil estacionou na Faixa de Gaza, que até hoje não se reergueu após os bombardeios do ano passado. O fundo do poço do futebol brasileiro é a mola propulsora de que precisamos. E chegamos nele.

Se o mundo é movimento, o que nos resta depois do caos é recomeçar. Antes que seja tarde demais.

FECHAR

 
Publicidade
Publicidade
Publicidade
 
         
     


Gastronomia

Colunistas

Tecnologia