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20/08/2017

O sentir de Tite

Publicado em 05/11/2015

Dizem que o segredo da vida é saber lidar com vitórias e derrotas mantendo o equilíbrio emocional, mas todos nós um dia já sentimos o gosto amargo da derrota. Como são difíceis os dias em que questionamos a nós próprios, muitas vezes comprometendo a autoestima, duvidando dos próprios méritos, apagando momentos de glória. Somos testados diariamente nas nossas verdades.


Sou fã do técnico Tite por seu trabalho e sua postura inabaláveis. Mesmo antes da conquista do título mundial com o Corinthians, sempre no final das entrevistas a que assistia ficava faltando um algo a mais. O jeito sereno de quem sempre sabe o que faz me intrigava.


Após vencer, no Japão, o Mundial de 2012 contra o Chelsea, Tite agradeceu a Nossa Senhora Aparecida, confessando ser um homem de fé.


E precisou de muita mesmo para persistir apesar das adversidades. Mesmo tendo levado o Corinthians tão longe, foi demitido no ano seguinte.


Infelizmente, o termômetro do torcedor brasileiro não é a memória, e sim os resultados. E imediatos. Bastou uma campanha ruim em 2013 para ser substituído por Mano Menezes. O futebol é assim. Faz parte do jogo.


Não para Tite.


O treinador não se deixou levar pela já conhecida dança dos técnicos, e resolveu parar. Dedicar um tempo à família e ao conhecimento. Descansou, viajou, estudou, se reciclou. Como na guerra onde o recuo faz parte da estratégia, se preparou para voltar.


No final de 2014 substituiu o mesmo Mano Menezes, para escrever mais um capítulo de vida e de glórias. A equipe de 2015 esbanja qualidade e técnica. Um time vencedor e disciplinado que estudou a lição e passou direto, com direito a férias antecipadas.


Após a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, Tite foi aclamado pela opinião pública como o nome certo para substituir Felipão. Mas veio Dunga, e o treinador, decepcionado, não entendeu o critério da escolha. Aceitou apenas que ainda não havia chegado o momento... como bom homem de fé.


O sentir de Tite nos faz refletir e acreditar que o que é nosso por direito sempre volta na hora certa e com muito trabalho.
 

Sem pragmatismos, a seleção brasileira tem um longo caminho até 2018. Se a história do Brasil e de Tite irão se encontrar, ninguém sabe. Mas se a oportunidade surgir, temos uma certeza: pronto ele já está.

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