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16/12/2017

Pão e Circo

Publicado em 14/08/2015

por Silvia Vinhas

 

A crise econômica brasileira aperta o cinto do consumidor. O momento político atual assusta o investidor, que leva embora os dólares do país, desvalorizando o real.  Mesmo sendo o Brasil o recordista na taxa de juros, a urgência pelo ajuste fiscal acende o sinal de alerta. O brasileiro não compra, o comércio, parado, desmotiva o investimento, e o mercado fica estagnado. Aliás, a sensação que tenho é de que estamos no limbo, à espera de um milagre.

Apesar da falta de informação, sabemos que algo está errado. Mas o brasileiro tem um poder de resiliência que beira a ingenuidade. Assistimos quase que passivamente às prisões e denúncias de corrupção, na falsa ideia de que algo está sendo mudado. A ignorância política está levando nosso país a um caminho sem volta, em mãos desgovernadas. Não se esqueçam de que a dívida brasileira, de trilhões, não é do governo; é uma dívida pública, e continuará sendo repassada a nossos filhos e netos.

Lembrando um pouco a História, a política do Pão e Circo era o modo como os líderes romanos lidavam com a população em geral, para mantê-la fiel à ordem estabelecida e conquistar o seu apoio. Esta expressão é do humorista e poeta romano Juvenal, e, em seu contexto original, criticava a falta de informação do povo romano, que não tinha qualquer interesse em assuntos políticos, e só se preocupava com alimento e diversão.

Chamam a atenção os nossos estádios lotados. Até agora, a média de torcedores pagantes no campeonato brasileiro é de 17,074, uma das maiores dos últimos cinco anos. No total, quase 3 milhões de ingressos foram vendidos em 166 partidas da competição, e o Palmeiras lidera como a equipe mais prestigiada. Os jogos das 11h da manhã de domingo são um sucesso garantido para as famílias, estando o time do coração bem ou mal.

Na verdade, o que queremos é pouco: alimento, divertimento, estudo para os nossos filhos e uma vida digna. Somos reféns e heróis ao mesmo tempo. Um Brasil melhor está em nossas mãos. Pão e Circo? Que me perdoe o futebol, mas a felicidade e o colorido dos estádios têm que ser reais. Vamos acordar, pessoal?

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