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17/10/2017

Passaporte olímpico

Publicado em 31/07/2015

por Silvia Vinhas

 Com o final do Pan-Americano, o saldo positivo de medalhas nos coloca em terceiro lugar na classificação geral, ficando pela primeira vez à frente de Cuba. Pode até parecer uma evolução, mas, apesar das perdas e ganhos, ainda estamos muito longe de ser um país olímpico. A falta de oportunidade e comprometimento com novas jovens promessas nos faz refém de uma geração desinteressada e desmotivada.

Enquanto nos Estados Unidos o bom atleta é disputado pelas melhores universidades do país – e estuda com status de ídolo –, aqui no Brasil os campi universitários raramente oferecem qualquer tipo de incentivo associado ao esporte. Na América, assim que a criança nasce, os pais já se dedicam a encontrar a aptidão esportiva do filho, o que pode significar uma bela economia nos estudos. Além disso, as escolas colocam o esporte em primeiro lugar, não só pelo aspecto saudável, mas também pela projeção que isso pode alcançar, nos EUA e no mundo. Um futuro garantido e promissor.

Fico imaginando quantas crianças no Brasil poderiam estar sendo preparadas e estimuladas a descobrir seus talentos. Em um momento em que se discute a maioridade penal, por que, ao invés de punir nossos jovens, não lhes apresentamos um mundo novo de oportunidades? Investir em um aluno na escola em tempo integral é mais barato que manter um preso na cadeia. O jovem precisa ser estimulado, e, se o lar é sombrio, a fuga deveria ser para os braços da escola, e não para o crime. Assim como a igreja, a escola deveria ser um templo de alegrias e descobertas, com estrutura e alimentação.

Para os jogos olímpicos de 2016, o Brasil, como país sede, estará representado em todas as competições. No arco e flecha, por exemplo, tivemos que recorrer aos índios. Nada de errado, já que são mais brasileiros do que nós, mas o esporte é praticamente esquecido no mundo dos jovens digitais. Gostaria de poder visualizar o Brasil como um país olímpico. Fizemos bonito no Pan, mas a competição não chega nem perto da força e do poder de uma Olimpíada.

Apostamos no futebol como tradição e fomos humilhados em casa, em 2014. Em 2016 estaremos em evidência novamente, escancarando a fragilidade de um gigante. Nosso povo é nossa cara. Seremos transparentes nas nossas deficiências, expondo ao mundo que o Brasil olímpico ainda é um sonho.

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