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20/08/2017

Uma vida em 40 segundos

Publicado em 24/07/2015

por Silvia Vinhas

 Divulgação / WSL No mundo maravilhoso do esporte, sempre consigo refletir, citar exemplos, aprender com as emoções de um atleta e trazer para a nossa realidade esse conteúdo. E o que tocou fundo meu coração nessa semana foi a fragilidade da vida.

O surfista Mick Fanning, tricampeão mundial do WCT, participava da final da etapa sul-africana do mundial de surfe quando chocou o mundo com cenas de tensão e horror. Ao vivo pela TV, acompanhamos por 40 segundos sua luta pela vida contra um tubarão branco. Biólogos explicam que essa espécie não se alimenta de mamíferos; que confundiu o surfista com uma foca; que se o tivesse mordido teria soltado; enfim... pouco importa. Nossa memória emocional nos remete ao filme Tubarão, que completa 40 anos. Como não se apavorar diante dessa ameaça?

A imagem da chegada do tubarão; da luta de Mick pela vida com socos e chutes; do sumiço do surfista por alguns instantes, quando afunda na água; do desespero quando perde a prancha; tudo documentado em segundos, deixando o mundo sem fôlego. Lembrou-me a agonia de tantos fãs esperando ao vivo, há 21 anos, qualquer reação do piloto Ayrton Senna na Itália, nesse caso, infelizmente, fatal.

O final feliz de Fanning fez homens chorarem como crianças. Outro grande campeão, Kelly Slater, abraçou o amigo na chegada à praia, visivelmente emocionado. Julian Wilson, que disputava o prêmio com Fanning, não escondeu a emoção de ver seu compatriota – e ídolo –são e salvo. A mãe do surfista, que acompanhou o momento pela TV, contou que perdeu outro filho em um acidente há 17 anos, e que tentou inutilmente arrancar com as mãos o filho daquela cena perigosa.

O depoimento de Mick Fanning foi desolador. Uma mistura de medo e alívio. Entre tantos desabafos e lágrimas de alegria, Mick teve a maior de todas as revelações. E disse: "me senti tão insignificante. Achei que tudo estava acabado...".

Ainda não aprendemos que cada momento em nossa vida é único. Não temos passado nem futuro. O “agora” é tudo que importa. Ainda nos iludimos na esperança de planos, traçando metas invisíveis num futuro que é sempre incerto. Viver o presente é nossa maior missão.

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