O Grupo 1 Edição Digital Grupo 1 Mobile Fale Conosco
Receba nossas notícias

26/05/2017

Espaços coworking viram tendência na região

Publicado em 21/10/2016

Para pequenas empresas, ou mesmo profissionais liberais que precisam de um local de trabalho, os chamados coworkings

 
Para pequenas empresas, ou mesmo profissionais liberais que precisam de um local de trabalho, os chamados coworkings vêm tomando conta de Pinheiros e da Vila Madalena. Os locais oferecem toda a infraestrutura necessária a preços mais compatíveis. Para entender um pouco mais da lógica por trás desse novo formato de gestão e por que ele atrai tantos profissionais nesses bairros, conversamos com o cofundador do coworking Sharing E.C., Matias Sebastian Vazquez. Confira a seguir:
 
Qual é a função de um espaço compartilhado?
 
A função de um coworking (espaço compartilhado) não é somente aquela que sempre escutamos, como redução de custo, aumento de networking etc. Eu acredito que quando uma pessoa procura um coworking, além desses pontos óbvios, ela procura sair da mesmice, tentar algo novo, pois trabalhar num espaço como este é, para muitos, romper uma barreira interior, tentar algo novo, pois o diferente sempre nos traz aquele frio na barriga do primeiro dia e nos traz um ânimo novo e mais vontade de trabalhar. Segundo um estudo feito por Jacob Sayles para o GCUC 2015, 84% das pessoas que trabalham num coworking se sentem mais engajadas e motivadas, 67% disseram que aumentaram seu sucesso profissional, 69% aprenderam novas habilidades e 89% concluíram que estavam mais felizes. Por isso não se trata só de trabalho, mas também de realização pessoal.
 
 
Como garantir que haja interação entre as pessoas?
 
Com muito trabalho e dedicação dos gestores do espaço. Nada garante que a pessoa A converse com a pessoa B, mesmo elas estando uma ao lado da outra. Muitos imaginam que ao chegar num coworking um mundo de networking se abrirá, você conhecerá todos e a interação acontecerá a todo momento. Isso não existe em lugar nenhum!
É com muito trabalho e dedicação do gestor (ou community manager, como alguns espaços chamam) que isso ocorre. É ele quem conversa com todos, sabe o que cada um faz, do que precisa, gosta e o que pode encaixar com outro coworker. Não é fácil, num espaço de 200 pessoas, saber o que cada empresa precisa e quer, por isso elaboramos eventos distintos, como o Coworking na Garagem (para fazer a integração bairro – coworking), a festa de aniversário e os jogos de futebol para a integração interna, entre outros.
 
 
 
Quais as principais qualidades oferecidas pelos bairros de Pinheiros e Vila Madalena? 
 
Se começar a enumerar não paro mais. Moro aqui desde 2008, e o Sharing E.C. está aqui desde janeiro de 2012. Escolhi abrir aqui porque sempre acreditei que o bairro abraçaria a causa coworking. Sempre que há um congresso de coworking, há uma pergunta que causa briga: para abrir um coworking você primeiro precisa criar uma comunidade ou primeiro precisa abrir o coworking para depois criá-la? 
Para nós foi muito fácil: precisei me moldar aos costumes do bairro, pois ela já estava pronta, montada. Brinco que sou o único dono de coworking com conta na padaria, no chaveiro, na casa de construção, de moldura etc. Onde você acha isso? Aqui você pode parar e conversar com qualquer um, que com certeza vai responder e continuar a conversa por 30 minutos.
Quando uma pessoa se torna um sharer (chamamos assim quem vem trabalhar aqui), nós damos um voucher de algumas cafeterias ou docerias da região para que ele conheça aos poucos o bairro. Com isso ele cria o costume de tomar o café, comer sua bomba, deixar seu filho brincando num lugar seguro ou mesmo fazer um quadro; tudo aqui no bairro. Posso dizer que não há bairro melhor que este, seja para viver, seja para investir. Por isso decidimos abrir nossa segunda unidade no mesmo bairro e na mesma rua, no número 1.173 (esquina com a Rua Cardeal Arcoverde), num prédio monousuário de dez andares, onde temos projetos de revitalização do espaço e já estamos procurando parceiros para isso. Por isso digo com orgulho que, assim que inaugurarmos, Pinheiros terá o maior coworking da América do Sul.
 
 
Qual a importância de Pinheiros na história do Sharing E.C.?
 
Desde que imaginei ter um coworking, não o vi em outro lugar que não fosse Pinheiros. Antes disso quis ter uma sorveteria, também em Pinheiros. Não sei se é porque minha esposa é daqui, se é porque quando jovem frequentei muito este bairro e a Vila Madalena, mas amo este bairro, tanto que hoje moro nele.
As palavras coworking e comunidade se misturam, e não há bairro melhor para abrir um coworking do que Pinheiros. Somos o coworking mais antigo do bairro e nos orgulhamos muito disso – o Ponto de Contato foi o primeiro do bairro e o segundo do Brasil, mas acabou se mudando para a laje da Galeria Ouro Fino e depois fechou as portas.
 
 
 
Como é lidar no dia a dia com pessoas e empresas que podem ser tão diferentes entre si?
 
Essa é a parte divertida e fácil: os opostos se atraem. Um sempre vai precisar do outro e vice-versa. Aqui sempre tentamos fazer com que todos se conheçam e que as empresas indiquem alguém daqui. É comum uma arquiteta ir a um cliente e indicar uma empresa de TI porque seu cliente precisa de algo específico, mas ela sabe que alguém do Sharing E.C. faz isso e indica. Já montamos empresas em questões de horas, apenas com conversas: cada um cuidou de sua especialidade e a pessoa que deu a ideia adorou o produto final. Isso é coworking.
 
 
Há regras pré-estabelecidas de convivência?
 
Sim, ao entrar o coworker recebe um manual de sobrevivência, ou simplesmente nossas regras. São regras simples, como não falar muito alto, não dizer palavrões, não colocar o pé na mesa, coisas básicas que servem para garantir um bom clima entre todos.
 
Serviço: Sharing E.C. – Rua Cônego Eugênio Leite, 623; Tel: 3938-4387; sharingec.com.br

FECHAR

 
Publicidade
Publicidade
 
         
     


Gastronomia

Colunistas

Tecnologia