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22/09/2017

Rio Pinheiros pode ser despoluído pela iniciativa privada

Publicado em 05/04/2017

Levantamento técnico do projeto deve ser concluído até o final do ano; Estado já gastou R$ 160 milhões com despoluição

Levantamento técnico do projeto deve ser concluído até o final do ano; Estado já gastou R$ 160 milhões com despoluição /  Rafael Neddermeyer - Fotos PúblicasCom o aval do Governo do Estado, a iniciativa privada pode emplacar um novo projeto de despoluição do Rio Pinheiros. A ideia partiu da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), que pretende reverter as águas à Represa Billings de forma a ampliar o potencial da Usina Hidrelétrica Henry Borden, na cidade de Cubatão.

Localizada no bairro do Butantã, às margens do rio, a Abdib pretende concluir ainda este ano o estudo para viabilizar o projeto, segundo matéria do jornal “O Estado de S. Paulo”. Caso seja colocado em prática, o programa pode despoluir gradualmente as águas para que passem da Classe 4, com alto nível de poluição, para a Classe 2, categoria em que são consideradas próprias para o abastecimento humano.

A Abdib estima que, com o programa de despoluição, seja possível bombear em média 15 mil litros de água por segundo para a Billings, volume suficiente para abastecer os cerca de 15 milhões de moradores da Região Metropolitana. Hoje, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) capta apenas 1 litro por segundo de um dos braços despoluídos da represa.

Caso a gestão Geraldo Alckmin considere o projeto tecnicamente viável, será realizado um edital para a concessão do serviço por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada). A reversão das águas do Rio Pinheiros à Represa Billings foi iniciada em 1950, mas interrompida em 1992 devido aos altos níveis de poluição.

R$ 160 milhões em prejuízo

Diversos projetos de despoluição dos rios Pinheiros e Tietê foram apresentados pelo Governo do Estado nas últimas décadas. O mais polêmico envolvia o sistema de flotação, implantado em 2001 pela gestão Geraldo Alckmin. A ideia consistia em eliminar boa parte dos poluentes por meio da aglutinação de resíduos sólidos, que ocorria pela formação de bolhas de oxigênio e a utilização de produtos químicos. Posteriormente, o material acumulado era recolhido.

A água tratada pelo sistema de flotação seria conduzida à represa Billings, a fim de aumentar a produção da usina Henry Borden. No entanto, a iniciativa foi alvo de contestação do Ministério Público Estadual em 2008.

Em 2011, o Governo do Estado desistiu do projeto após constatar a ineficiência do sistema. Mais de R$ 160 milhões foram gastos com a iniciativa. Porém, diante da crise hídrica de 2014, a retomada da flotação foi cogitada por Geraldo Alckmin, já que a Billings seria utilizada para reforçar o abastecimento da população.

Origem

Conhecido nos tempos coloniais como Rio Jurubatuba, que significa “lugar com muitas palmeiras jerivás”, o Pinheiros ganhou o nome atual durante a ocupação jesuíta, por volta de 1560. Os religiosos escolheram essa identificação em referência aos pinheiros da espécie araucária, abundantes em toda a região hoje ocupada pelo tradicional bairro de Pinheiros.

O Rio Pinheiros se estende da confluência com o Rio Tietê, no eixo viário do “Cebolão”, até a zona sul, onde começa o seu traçado a partir dos rios Guarapiranga e Grande, este último com nascente na Serra do Mar, localizada nos limites da capital com o município de Santo André.

Hoje o Rio Pinheiros está cercado por centros financeiros como o da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini e diversos shoppings. Ao longo da urbanização da metrópole, ele foi isolado e gradualmente retificado por conta da poluição. Com a industrialização acelerada na segunda metade do século 20, transformou-se em uma espécie de ralo gigante.

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