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19/11/2017

Jockey Club apresenta projeto de futuro parque na região

Publicado em 26/10/2017

Muros do Jockey Club serão derrubados para integrar área verde à cidade; projeto deve ser concluído em 2027 / A Prefeitura de São Paulo e o Jockey Club anunciaram na última sexta-feira (20) o projeto de requalificação da área de aproximadamente 600 mil metros quadrados que atualmente sedia o clube, na Avenida Lineu de Paula Machado, no bairro de Cidade Jardim. O projeto foi viabilizado a partir de tratativas entre a administração municipal e o conselho do clube, buscando, além de solucionar questões financeiras de longa data, beneficiar a população da capital. 

A expectativa é que o projeto seja entregue ao público, com todas as intervenções finalizadas, até 2027. O projeto foi apresentado pelo prefeito João Doria e pelo presidente do Conselho Administrativo do Jockey, Benjamin Steinbruch. A iniciativa permitirá também que a agremiação reduza sua dívida de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) com o Município.

Em 2014, o clube se desfez do seu terreno de 143 mil metros quadrados na Vila Sônia para quitar parte de seus débitos municipais. Já em maio do ano passado, o local foi inaugurado como “Parque Municipal Chácara do Jockey”, aberto à população. O valor a ser abatido pela transferência de posse da área verde ainda é discutido na Justiça. Na época, a gestão Fernando Haddad estabeleceu que a transação seria de R$ 98 milhões, mas a agremiação estimava a quantia em aproximadamente R$ 180 milhões.   

No que se refere ao terreno da Cidade Jardim, segundo a gestão João Doria, o projeto batizado de “Parque do Jockey” será financiado integralmente com recursos privados e inclui a recuperação das instalações do clube e das edificações, a manutenção da pista de prado, a qualificação do espaço dedicado ao turfe e a utilização da área de cocheiras para um projeto cultural.

Também estão previstas a instalação de espaços voltados à economia criativa e a derrubada dos muros que cercam o terreno, com o objetivo de reintegrar o clube à cidade. O projeto do futuro parque é de autoria do Consórcio Königsberger Vannucchi + Levisky Arquitetos e ocorrerá em etapas. Segundo a Prefeitura, as construções serão de baixo gabarito para preservar o horizonte visual.

 “O projeto do Parque do Jockey contempla requalificação urbana e preservação do patrimônio histórico, possibilitando o usufruto de uma área, antes exclusiva e com acesso limitado para poucos, pela população do entorno e da cidade, qualificando e resgatando toda a região, propondo a ampliação de usos e de opções em lazer, convivência social, atividades culturais, entretenimento, turismo e gastronomia”, afirma a secretária municipal de Urbanismo e Licenciamento, Heloisa Proença. Além disso, “visa equacionar pendências antigas relativas à desapropriação e a tributos”, completa o secretário municipal da Justiça, Anderson Pomini.

Com o objetivo de estimular o uso da área pela população, a primeira fase do projeto prevê a criação do parque com mais de 150 mil metros quadrados, com a preservação da pista para corrida de cavalos.

“O Hipódromo Cidade Jardim tem área para receber a população, por isso vamos abrir as portas e derrubar os muros. Queremos criar mais espaços para o público se divertir com a família e os amigos. O Parque do Jockey ficará próximo à pista onde acontecem as corridas de cavalo, e o público poderá vivenciar de perto a emoção de cada prova, além de apreciar os animais”, diz Benjamin Steinbruch.

A área do Jockey Club de São Paulo está situada em uma Zona de Ocupação Especial (ZOE), de acordo com o zoneamento (Lei de Uso e Ocupação do Solo), devendo receber parâmetros de uso e ocupação específicos. Confira a seguir as principais intervenções previstas no futuro Parque do Jockey:

 

·         Criação de novo equipamento metropolitano com a abertura de um parque de uso público.

·         Eliminação de aproximadamente 2 quilômetros lineares de muros na Avenida Lineu de Paula Machado e na Rua Doutor José Augusto de Queiroz, melhorando as condições de segurança e a integração do Jockey ao entorno.

·         Previsão de pistas de caminhada, bulevares e ciclovias de uso público, de modo a garantir total integração com a vizinhança e com as linhas de transporte público da região, como as estações de trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

·         Oferta de novas atividades culturais, comerciais, serviços e entretenimento qualificado, suprindo as carências da região.

·         Oportunidade de futuras conexões para a transposição do Rio Pinheiros por pedestres e ciclistas, com integração ao Parque do Povo, entre outras áreas verdes.

·         Abertura de importante patrimônio histórico para conhecimento e uso da população, por meio do restauro das edificações tombadas.

·         Viabilização da sustentabilidade financeira do Jockey Club em longo prazo, por meio dos usos mistos previstos na proposta urbanística.

Conpresp

As diretrizes de projeto obtiveram parecer positivo do Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) e seguem o ritmo natural de aprovações no Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) e na Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento.

Um dos pontos que levantaram polêmica na votação do Conpresp foi a permissão para construir torres residenciais e comerciais nas extremidades do terreno na Cidade Jardim. Por meio das edificações, o Jockey pretende atrair investidores. As dimensões dos empreendimentos serão definidas por um Projeto de Intervenção Urbana (PIU). Um dos integrantes do Conpresp renunciou ao cargo após a aprovação da proposta. 

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