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25/05/2018

Metrô: Estação Oscar Freire deve ser entregue em março

Publicado em 02/03/2018

Último prazo de entrega da Oscar Freire era novembro de 2017; estação passou por diversos atrasos / Grupo 1 de Jornais

Por Diego Gouvêa

O Governo do Estado deve inaugurar em março mais três estações de metrô: Oscar Freire, da Linha 4 - Amarela, e Moema e Eucaliptos, da Linha 5 - Lilás. As três paradas tiveram constantes adiamentos de entrega durante a execução das obras nos últimos anos. A maior parte dos atrasos ocorreu em virtude de problemas entre a gestão do governador Geraldo Alckmin e as empresas responsáveis pelos projetos.

Desde a retomada das obras da segunda fase da Linha 4 - Amarela, em agosto de 2016, a Oscar Freire tinha inauguração prevista para novembro do ano passado. A estação faz parte da segunda fase do ramal, prevista inicialmente para 2014. Também compõem essa etapa as paradas Vila Sônia, São Paulo-Morumbi, Fradique Coutinho e Higienópolis-Mackenzie, as duas últimas entregues em 2014 e em janeiro deste ano, respectivamente, após constantes adiamentos.

As obras estruturais da segunda fase, que incluem os túneis e uma parte dos acessos das estações, foram executadas entre 2005 e 2011 pelo Consórcio Via Amarela, formado por empresas envolvidas na Operação Lava Jato e que entregou as estações da primeira etapa: Butantã, Pinheiros, Faria Lima, Paulista, República e Luz. Em janeiro de 2007, um deslizamento de terra durante as escavações dos túneis da Estação Pinheiros resultou na morte de sete pessoas e na interdição de mais de 60 imóveis nas imediações, causando novos atrasos na inauguração do ramal.     

Já as obras civis da segunda fase foram iniciadas em 2012 pelo consórcio espanhol Isolux Corsán-Corviam. Porém, em julho de 2015, o Estado cancelou o contrato com a empreiteira após as obras serem paralisadas no final de 2014. Antes da rescisão do acordo, a empresa havia acusado o Metrô (Companhia do Metropolitano de São Paulo) de atraso na entrega dos projetos executivos das estações e de não disponibilizar informações técnicas dos mesmos.

Por sua vez, a empresa estatal afirma ter encaminhado todos os planejamentos necessários para o prosseguimento regular dos trabalhos. Em julho de 2016, o Metrô assinou contrato com o consórcio TC-Linha 4, formado pelas empresas Tiisa S/A e Comsa S/A, para a retomada das obras. Além da Oscar Freire, que está programada para março, o acordo prevê a São Paulo-Morumbi para julho e a Vila Sônia entre 2019 e 2020.

O anúncio do novo prazo das estações Oscar Freire, Eucaliptos e Moema foi feito no último sábado (24) pelo governador Geraldo Alckmin, pré-candidato à Presidência da República, durante vistoria às obras da futura Estação Congonhas da Linha 17 - Ouro.

Linha 5

Assim como a Linha 4 - Amarela, as obras da Linha 5 - Lilás sofreram diversas mudanças de cronograma ao longo da sua execução. No caso das estações Moema e Eucaliptos, o último prazo de entrega anunciado pelo governo estadual antes desta semana era janeiro. Segundo o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, as paradas tiveram atraso em virtude de problemas nas obras dos túneis de ventilação de segurança.

As demais estações da Linha 5 também tiveram adiamentos. Entregues em setembro do ano passado, com falhas pontuais no acabamento dos mezaninos e das plataformas, Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin estavam previstas para julho.

Já as demais estações devem iniciar a operação nos seguintes prazos: AACD-Servidor e Hospital São Paulo, fevereiro; Santa Cruz e Chácara Klabin, abril; e Campo Belo, dezembro. Esta última tem interligação prevista com a Linha 17 - Ouro. Os prazos foram anunciados pelo secretário Clodoaldo Pelissioni no final do ano passado.

Com nova previsão para março, Moema e Eucaliptos deveriam ter sido entregues em janeiro /  Inaugurada em 2002, a Linha 5 - Lilás funcionava até 2013 entre as estações Capão Redondo e Largo 13. Em 2014, foi entregue a primeira parada do projeto de extensão, a Adolfo Pinheiro. Porém, alterações no cronograma de entrega das novas estações são frequentes desde o começo das obras de expansão, em 2009.

No ano seguinte, em 2010, os trabalhos foram interrompidos por suspeita de conluio entre as empresas vencedoras das licitações, causando novo atraso. A execução do projeto foi retomada pela gestão Geraldo Alckmin em 2011, após novo processo de seleção das empresas.

Em janeiro, o Governo do Estado anunciou a concessão da Linha 5 - Lilás junto à Linha 17 - Ouro ao Consórcio Via Mobilidade, composto pelas empresas CCR e RuasInvest Participações, vencedor do certame. A primeira empresa é responsável pela operação da Linha 4 - Amarela, o único ramal do sistema paulista de metrô sob responsabilidade da iniciativa privada.

Linha 17

Anunciado como uma das principais obras para a Copa do Mundo de 2014, o monotrilho da Linha 17 - Ouro do Metrô segue com início do funcionamento previsto para 2019, após diversos entraves ao longo de sua execução. O ramal teve o seu último revés no andamento dos trabalhos no início de 2016. O trecho das estações Campo Belo, Vila Cordeiro e Chucri Zaidan foi paralisado por problemas de financiamento entre o governo estadual e as empreiteiras Andrade Gutierrez e CR Almeida. Em junho, os trabalhos foram retomados pelo consórcio TIDP, responsável por outra parte do ramal. 

O outro trecho, que não teve as obras interrompidas, é composto pelas estações Congonhas, Jardim Aeroporto, Brooklin Paulista e Vereador José Diniz. A Linha 17 - Ouro é dividida em quatro contratos: dois para as estações, um para o Pátio de Manobras Águas Espraiadas e um para a instalação de vigas, trens e sistemas de operação.

No caso da Estação Congonhas, além das plataformas elevadas, está em construção um túnel sob a Avenida Washington Luís que permitirá a conexão direta dos passageiros com o saguão do Aeroporto de Congonhas.

Já em fevereiro foram iniciadas as obras da Estação Morumbi, que permitirá ligação com a Linha 9 - Esmeralda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). A parada teve um novo projeto desenvolvido após análises técnicas do Metrô constatarem que a estrutura estava subdimensionada em relação à futura demanda de passageiros.

Quanto ao prolongamento do ramal até o bairro do Morumbi, a partir da Marginal Pinheiros, o Governo do Estado segue sem posicionamento definido sobre o início das obras. Em agosto de 2015, o governador Geraldo Alckmin suspendeu essa etapa ao alegar dificuldades em virtude da crise econômica, entraves nas desapropriações e impasses na obtenção de emissões de licença ambiental pela Prefeitura de São Paulo.

Além da Linha 17 - Ouro, outro ramal em formato de monotrilho em obras é o da Linha 15 - Prata, já em operação na zona leste desde 2014. Até março, o Governo do Estado pretende entregar mais cinco estações. O ramal faz interligação com a Linha 2 - Verde (Vila Madalena - Vila Prudente). 

 

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