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18/01/2018

Metrô: novas estações da Linha 4 entram na fase final das obras

Publicado em 08/12/2017

Desentendimentos com consórcio responsável pelas obras atrasou entrega das novas estações da Linha 4; acima, Estação Higienópolis-Mackenzie  /  A Linha 4 - Amarela do Metrô ganha neste mês mais uma estação, no caso, a Higienópolis-Mackenzie, no centro. Já para 2018 estão previstas mais duas paradas na zona oeste da capital, no caso, Oscar Freire e São Paulo-Morumbi. Os prazos haviam sido anunciados pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos em outubro e foram confirmados recentemente pelo governador Geraldo Alckmin.

“A Estação Higienópolis-Mackenzie em dezembro; em março a Estação Oscar Freire, no segundo semestre, a Estação Morumbi e no comecinho do outro ano [2019], a Estação Vila Sônia”, detalhou os prazos Geraldo Alckmin, ao ser questionado em evento social por Claude Tiller, integrante de entidades civis da região do Butantã. O governador é um dos possíveis candidatos à Presidência da República em 2018.

A data da Estação Vila Sônia é a única que não coincide com a estimativa de 2020, divulgada pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos. A parada é a que apresenta a construção mais complexa, visto que sua estrutura será subterrânea e contará com um terminal de ônibus em anexo na superfície.

A licitação das obras na Vila Sônia também envolve a construção de um novo pátio de manobras e de um túnel, que será utilizado para a expansão do ramal à cidade de Taboão da Serra. O Jornal do Butantã - Grupo 1 de Jornais visitou o local em 2014 a convite do Metrô, quando os trabalhos já estavam em andamento. 

As obras civis da segunda fase da Linha 4 - Amarela do Metrô foram iniciadas em 2012 pela empresa espanhola Isolux Corsán-Corviam. O orçamento calculado pelo Governo do Estado na época era de R$ 1,8 bilhão, valor que não incluía as intervenções estruturais como túneis e edificações executados na primeira fase do ramal.

No caso da Estação Vila Sônia, a previsão do Estado na época em que as obras da segunda fase foram iniciadas era de que estivesse pronta em 2013, depois teve sucessivas mudanças de prazo. Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire e São Paulo-Morumbi, por sua vez, deveriam estar prontas em 2015.

A São Paulo-Morumbi funcionará no cruzamento das avenidas Professor Francisco Morato e Jorge João Saad, próxima ao Estádio do Morumbi. A parada permitirá a conexão com a futura Linha 17 - Ouro, em formato de monotrilho e que ligará a região do Butantã até o Aeroporto de Congonhas e à Estação Jabaquara da Linha 1 - Azul. 

Já a Estação Fradique Coutinho é a única da segunda fase em operação hoje. Sua inauguração ocorreu em 2014, após diversos adiamentos naquele ano: julho, setembro, outubro e novembro, quando foi finalmente entregue.

O principal fator que influenciou no atraso das novas estações da Linha 4 - Amarela foi a rescisão do contrato com o consórcio Isolux. No final de 2014, o governo estadual entrou em atrito com a empreiteira após verificar que as obras das novas estações haviam sido interrompidas. A empresa acusava o Metrô de atrasos e falhas no envio dos projetos executivos das estações, além da falta de regularização de aditivos. Por sua vez, Geraldo Alckmin alegou que a empresa havia abandonado os trabalhos.

Para tentar por fim ao impasse, em abril de 2015 o Estado liberou mais R$ 20 milhões ao consórcio para a continuidade do projeto. No entanto, os trabalhos foram interrompidos novamente em julho e o contrato, cancelado.

As obras só vieram a ser retomadas apenas em agosto de 2016, após o Estado assinar contrato com um novo consórcio, o TC-Linha 4 - Amarela, formado pelas empresas Tiisa - Infraestrutura e Investimentos e Comsa, ao custo de R$ 858,7 milhões.

Primeira fase

A primeira fase da Linha 4 - Amarela do Metrô, inaugurada em 2010, é composta pelas estações Butantã, Pinheiros, Faria Lima, Paulista, República e Luz. Os trabalhos dessa etapa foram iniciados em 2004 pelo Consórcio Via Amarela (Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez) e concluídos em sua totalidade em 2011.

Em janeiro de 2007, um deslizamento de terra durante as escavações dos túneis da Estação Pinheiros resultou na morte de sete pessoas e na interdição de mais de 60 imóveis nas imediações, causando novos atrasos no projeto. Algumas das empresas que compuseram o Consórcio Via Amarela foram denunciadas na Operação Lava Jato. 

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