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17/12/2017

Operação Urbana Faria Lima tem obras que ainda não saíram do papel

Publicado em 21/09/2017

Com R$ 540 milhões antes do novo leilão, Operação Urbana Faria Lima tem projetos não viabilizados como um bulevar na Av. Juscelino Kubistchek / Grupo 1 de Jornais No último dia 14 foi realizado o leilão da quarta distribuição de Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção) da Operação Urbana Faria Lima, que arrecadou mais de R$ 63,8 milhões. Esses títulos geram recursos que não podem ser embutidos no orçamento geral da cidade e são destinados exclusivamente ao perímetro onde tiveram origem. Porém, no que se refere à operação urbana que abrange a região de Pinheiros, há recursos em caixa e projetos que até hoje não saíram do papel.

Com R$ 540 milhões disponíveis para investimentos antes do último leilão, o projeto, que já esteve sob a condução de seis prefeitos, prevê ainda a construção de uma ciclovia de acesso à Estação Pinheiros do Metrô e um bulevar na Avenida Juscelino Kubistchek, a reurbanização de favelas próximas à Marginal Pinheiros e a requalificação da Avenida Santo Amaro.

Desde 1995, a administração municipal já investiu R$ 1,8 bilhão no território da operação urbana, limitado pelas avenidas Brigadeiro Faria Lima, Pedroso de Moraes e Santo Amaro. Entre as principais intervenções realizadas estão a reconversão urbana do Largo da Batata, a construção do túnel de ligação entre as avenidas Rebouças e Eusébio Matoso, a implantação da ciclovia da Faria Lima e o início da reurbanização de favelas.

Entre as obras à espera de retomada, a do bulevar na Juscelino Kubistchek é a que menos avançou nos 22 anos da operação. Antes de ser incorporado ao perímetro do planejamento urbano, o projeto viário já constava em estudos da administração municipal, desde a gestão Jânio Quadros (1986-1989), e estabelecia melhorias de drenagem, pavimentação e nova iluminação.

Porém, poucos foram os avanços na viabilização do bulevar da Juscelino Kubistchek ao longo dos anos, no qual já foram gastos R$ 40 milhões do cofre paulistano. A principal intervenção, a construção de um túnel ligando a Avenida 23 de Maio ao bairro do Morumbi, nunca saiu do papel.

Ainda no âmbito das obras viárias, o Túnel Max Feffer foi concluído em 2004, durante a administração Marta Suplicy, após dois anos de obras e ao custo de R$ 300 milhões. Na época, engenheiros de tráfego afirmaram que a melhor alternativa para o trânsito seria a construção de um ramal subterrâneo no trecho da Faria Lima sob a Avenida Cidade Jardim ou a Avenida Rebouças. Porém, a obra não ficaria pronta até o final do mandato de Marta, quando disputaria reeleição.

Favelas

Quanto à reurbanização de favelas, a Operação Urbana Faria Lima já contemplou em parte as comunidades Real Parque e Coliseu, situadas ao longo da Marginal Pinheiros, na zona sul. A construção de unidades habitacionais é a principal pendência nessas localidades.

Em setembro de 2016, no final da gestão Fernando Haddad, a Prefeitura havia iniciado as obras de reconversão urbana. O projeto prevê 112 unidades, mas o prazo de entrega segue indefinido. Já na Coliseu, próximo ao Parque do Povo, na Vila Olímpia, a administração João Doria diz que a área segue em processo judicial de desapropriação e que estão previstas 272 moradias.  

Largo da Batata                         

As obras da Operação Urbana[A1]  no Largo da Batata foram iniciadas em 2007, na gestão Gilberto Kassab, e orçadas em R$ 146,5 milhões. Entre as principais obras concluídas, destacam-se o Terminal Pinheiros, a nova esplanada entre a Avenida Brigadeiro Faria Lima e o Largo de Pinheiros e a reforma das calçadas nas ruas do entorno.

Urbanistas críticos à reconversão urbana afirmam que a administração municipal, independentemente da gestão, beneficiou o setor imobiliário por meio da valorização proporcionada pelas obras, que extingue o comércio de rua e esvazia espaços públicos.

No entanto, ainda estão pendentes um ramal de ligação entre a ciclovia da Faria Lima e o Terminal Pinheiros e o enterramento da fiação elétrica nas vias que tiveram o piso substituído. Esta última intervenção requer um acordo entre a Prefeitura e a AES Eletropaulo. 

Expansão

No ano passado, após a Câmara Municipal aprovar projeto de lei do prefeito Fernando Haddad, o perímetro da Operação Urbana Faria Lima foi expandido até a Avenida Santo Amaro. A proposta prevê uma série de melhorias, como o enterramento da fiação, um novo sistema de iluminação e o alargamento do leito carroçável no corredor de ônibus.


 

 

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