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17/12/2017

Rio Pinheiros recebe ação de combate aos pernilongos

Publicado em 23/11/2017

Equipes da Secretaria de Saúde aplicam inseticida na vegetação às margens do Rio Pinheiros / Secom

A Prefeitura de São Paulo deu continuidade às ações de controle de pernilongos nas margens do Rio Pinheiros. Na última sexta-feira (17), o prefeito João Doria e o secretário municipal de Saúde, Wilson Pollara, acompanharam as equipes das Unidades de Vigilância em Saúde que aplicaram inseticida na vegetação às margens do rio, a partir da Usina Elevatória de Traição, na zona sul.

A atividade já havia sido realizada em janeiro e em outubro na mesma região. A ação ocorre também em outros locais da cidade, com o objetivo de reduzir a proliferação dos mosquitos diante da proximidade do verão. “Essas ações serão repetidas outras vezes nas margens do Rio Pinheiros e também do Tietê para garantir à população o combate adequado ao mosquito e aos pernilongos”, ressaltou João Doria.

 

Além disso, as regiões com maior incidência do inseto contarão com atividades educativas e controle larvário do mosquito. Para o sucesso na ação, é fundamental que a população colabore e não jogue lixo nos córregos, fator responsável pela maioria dos criadouros do mosquito. 

 

“Esta é a época mais adequada para fazer isso, quando o ovo se transforma em larva. Antes dele se transformar em mosquito, nós vamos até os criadouros e utilizamos um defensivo biológico não agressivo ao ser humano. Quando o mosquito se desenvolve, é muito mais difícil pegá-lo e mais tóxico para o ser humano”, disse Wilson Pollara. 

No verão do ano passado, moradores de bairros próximos ao Rio Pinheiros, como Butantã, Pinheiros, Morumbi e Santo Amaro, reclamaram às autoridades sanitárias da presença de pernilongos, que estaria acima do normal para a época do ano.

 

Um abaixo-assinado com mais de 9,3 mil adesões foi criado por munícipes para alertar as autoridades sobre a situação. Para resolver o problema, equipes da Secretaria Municipal de Saúde inspecionaram toda a extensão do Rio Pinheiros e identificaram, próximo ao trecho da Usina de Traição, uma quantidade excessiva de larvas.

 

Combate ao Aedes aegypti

 

Além do combate à proliferação do cúlex, a proximidade do verão traz a preocupação com o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue e de outras graves doenças. Até o fim de outubro, foram confirmados 753 casos da doença no município. Não houve nenhum óbito.

 

Conforme o decreto nº 41.660, de 1º de fevereiro de 2002, que institui, no âmbito da Secretaria Municipal da Saúde, o Grupo de Coordenação Geral das Ações de Controle do Aedes aegypti, medidas estão sendo elaboradas para evitar os criadouros do mosquito transmissor.

 

Além disso, técnicos de Saúde Ambiental poderão aplicar multas em residências e estabelecimentos que já foram orientados e notificados por carta, mas ainda não providenciaram a remoção imediata dos possíveis criadouros. Os valores variam entre R$ 180 e R$ 700.

 

Durante todo o ano, dentro do Programa Municipal de Vigilância e Controle de Arboviroses, são realizadas visitas a imóveis em toda a cidade, com o objetivo de eliminar os criadouros e orientar os moradores sobre medidas preventivas e corretivas para impedir a proliferação do Aedes aegypti. Também são realizadas ações de eliminação de criadouros nas áreas consideradas de maior risco.

 

Para evitar a proliferação do mosquito, é necessário o combate aos focos de proliferação, tais como: recipientes que acumulam água da chuva (latas, potes etc.) materiais inservíveis (embalagens plásticas, tampas de garrafa, pedaços de plástico ou metal etc.), caixas d’água mal tampadas e outros recipientes usados para armazenar água, além dos já conhecidos pneus, pratos e vasos de plantas.

 

As atuações são planejadas pela Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa) e executadas de forma descentralizada pelas 26 Supervisões de Vigilância em Saúde (Suvis) da cidade.

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