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26/07/2017

Trens entre São Paulo e Brasília. Projeto nas mãos de Temer

Publicado em 01/04/2017

Opnião

O. Donnini

O presidente Michel Temer quer viabilizar ferrovias a fim de atender a demanda de 100 milhões de passageiros por ano. Os projetos de trens de média velocidade ligando São Paulo a Americana e Brasília a Goiânia devem vir de uma parceria público-privada (PPP). Por esse modelo de negócio, o Governo banca parte do empreendimento como obra pública.

Outra parte fica por conta do sócio privado. Quando o projeto entra em operação, a empresa passa a explorá-lo comercialmente por um determinado período, sendo remunerada pelas cobranças de tarifas e serviços oferecidos pelas estações de embarque, informam André Borges e Lu Aiko Otta, da sucursal de Brasília do Oesp (22/02/2017).

E mais. A injeção de recurso público diretamente no projeto é o que ajuda a reduzir o preço das tarifas e a viabilizar o serviço. A proposta é diferente de uma concessão tradicional, como o governo pretendia fazer com o extinto projeto do trem-bala ligando Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.

Grandes fabricantes de trens de média velocidade – que trafegam entre 160 km/h e 180 km/h, podendo chegar a 200 km/h – têm acompanhado de perto os dois projetos ferroviários. Nessa lista estão nomes como CAF, Alstom, Bombardier e Hyundai Rotem.

Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária, Vicente Abate, há uma demanda reprimida por esses projetos. “Na década de 70, o Brasil chegou a ter 100 milhões de passageiros por ano nessas viagens intercidades. Hoje, não chegamos a 5 milhões de passageiros por ano”.

O governo Juscelino Kubitschek optou pela indústria automotiva, protegendo o capital estrangeiro e facilitando a instalação de montadoras de vários países, o que, consequentemente, levou à falência quase todas as ferrovias nacionais, inclusive a mais notável delas: a Companhia Paulista de Estradas de Ferro.

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