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26/07/2017

Tribunais de Justiça do País. Corrupção, lavagem de dinheiro e assassinatos

Publicado em 19/03/2017

Desembargadores investigados e afastados; funcionários denunciados por venda de liminares

 

O. Donnini

Desembargadores de vários tribunais de Justiça do País se envolvem em atividades ilícitas, que vão da venda de sentenças e lavagem de dinheiro até a prática de homicídios e ligação com facções criminosas.

No Conselho Nacional de Justiça (CNJ) correm dois processos criminais contra os desembargadores do Tribunal de Justiça do Ceará Paulo Camelo Timbó e Carlos Rodrigues Feitosa, investigados pela venda de decisões provisórias em plantões judiciários em troca de pagamentos que variavam entre R$ 10 mil e R$ 150 mil.

A jornalista Fabíola Perez, da revista “ISTOÉ”, relata o caso da magistrada Encarnação das Graças Sampaio Salgado, do Tribunal de Justiça do Amazonas, afastada pela primeira vez em julho de 2016 pela Operação La Muralla, da Polícia Federal. Ela é investigada por suspeita de receber dinheiro para determinar a soltura de criminosos perigosos e por envolvimento com a facção criminosa Família do Norte.

O desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas, do Tribunal de Justiça de Alagoas, é investigado por ser o mandante de um assassinato e por envolvimento em um suposto cartel de merenda escolar nos estados de Alagoas e São Paulo.

O desembargador Evandro Stábile, do Tribunal de Justiça do Mato Grosso, é acusado de receber R$ 500 mil em propina para conceder liminar favorável a um prefeito do Estado.

O desembargador Paschoal Carmello Leandro, do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul, é suspeito de mandar pagar precatórios de forma aleatória, beneficiando advogados de sua escolha.

A desembargadora Telma Britto, do Tribunal de Justiça da Bahia, é investigada por irregularidades no pagamento de dívidas publicas. Denúncias apontam superfaturamento de R$ 448 milhões em precatórios.

“A magistratura é composta de membros encarregados de promover a Justiça e não negá-la” – ministro João Otávio de Noronha, Corregedor Nacional de Justiça.                                                    

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