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16/12/2017

Zona Azul será reativada na Teodoro Sampaio

Publicado em 08/06/2017

Zona Azul na Teodoro Sampaio começa neste domingo (10); mudança pode melhorar as vendas no comércio / ReproduçãoPor Diego Gouvêa / Colaborou Rodrigo Pakulski Vianna

A cobrança da Zona Azul vai voltar a valer a partir deste sábado (10) na Rua Teodoro Sampaio, no trecho entre as avenidas Pedroso de Moraes e Brigadeiro Faria Lima. O retorno do estacionamento rotativo foi solicitado por comerciantes locais na tentativa de impulsionar as vendas.   

Segundo os lojistas, a Zona Azul deixou de vigorar na Teodoro Sampaio há alguns anos em virtude das obras de reconversão urbana do Largo da Batata. Ao longo desse período, a rua teve as calçadas e o leito carroçável reformados, intervenções que resultaram no bloqueio parcial da via.

Antes das obras, a Zona Azul permitia acesso mais fácil dos clientes aos estabelecimentos. Isso porque, segundo os comerciantes, produtos embalados em caixas ou comprados em grande quantidade podiam ser colocados no carro logo após a compra. No entanto, após a retirada da cobrança, os consumidores precisam deixar o veículo em estacionamentos, que são escassos nas proximidades.

Para conseguir o retorno da Zona Azul, os lojistas se reuniram em maio na Gazeta de Pinheiros - Grupo 1 de Jornais para tornar pública sua reivindicação. Assim, juntamente com o jornal, eles contataram a Prefeitura Regional de Pinheiros, que encaminhou a demanda à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Por sua vez, o órgão fiscalizador analisou o caso e constatou que seria viável a reimplantação da Zona Azul. Então, nesta semana, foi instalada uma faixa na rua para informar os motoristas sobre o retorno do estacionamento rotativo. Placas de sinalização também foram fixadas nos postes para indicar a intervenção viária.

Comerciantes da Teodoro Sampaio em visita à Prefeitura Regional com representantes da CET / Grupo 1 de JornaisOs lojistas também pretendem organizar outras medidas para revigorar o comércio local. Uma delas é a realização do programa “SP Cidade Linda”, promovido pela gestão João Doria e que consiste em ações de zeladoria nas principais vias da capital, com a participação da população. Para promover a iniciativa na Teodoro Sampaio, a Prefeitura Regional de Pinheiros já contatou possíveis empresas interessadas em fornecer tinta.

Outra medida em estudo pelos comerciantes é a melhoria da iluminação na rua. Em alguns trechos onde as lâmpadas estão queimadas a via fica escura, problema agravado pelas sombras formadas sob as marquises dos prédios.

Desenvolvimento local

O bairro de Pinheiros teve origem em um povoado indígena na área hoje ocupada pelo Largo da Batata e pela Ponte Eusébio Matoso. Por conta da presença do Rio Pinheiros, o território começou a ser procurado pelas terras férteis próprias para a agricultura.

Pinheiros virou um importante ponto de passagem para quem ia ou voltava do sul de São Paulo. No século 20, com a fundação do Mercado Caipira, a região passou a receber muitos transeuntes. Veículos de tração animal eram utilizados para o transporte de produtos até o centro.

A Rua Teodoro Sampaio seria importante na nova fase que se estabelecia, servindo como uma das primeiras vias a receber bondes na região. O novo meio de transporte ligaria o entreposto do Largo da Batata à região central da cidade.

No início do século 20, o seu traçado seria prolongado da Rua Joaquim Antunes até a Avenida Doutor Arnaldo. A denominação homenageia o engenheiro, geógrafo e historiador Teodoro Fernandes Sampaio, nascido na Bahia e que trabalhou em obras públicas na capital paulista.

Comércio para todos os gostos

Em meados dos anos 50, a Rua Teodoro Sampaio se destacou na capital com a chegada das primeiras lojas de móveis, impulsionadas pelas marcenarias existentes ao redor do Largo da Batata. Já nas décadas de 60 e 70, o comércio começou a se diversificar.

Próximo ao Largo da Batata instalaram-se as lojas populares de roupas e eletrodomésticos; mais à frente, no trecho entre as avenidas Pedroso de Moraes e Henrique Schaumann, o setor moveleiro; e no trajeto final, até a Av. Doutor Arnaldo, as lojas de instrumentos musicais e serviços em geral.

Nos anos 80 e 90, o comércio da rua atingiu o seu auge. O sucesso, por outro lado, resultou em conflitos constantes entre lojistas e camelôs na disputa por clientes, principalmente no trecho próximo ao Largo da Batata, onde havia diversos terminais de ônibus.

Ao longo dos anos 2000, o comércio da Rua Teodoro Sampaio perdeu força. Segundo alguns lojistas, isso se deu em razão do desenvolvimento de outros centros comerciais na capital e nas cidades vizinhas, como Taboão da Serra, Embu das Artes e Cotia. A mudança dos terminais de ônibus do Largo da Batata para a Rua Capri, próximo à Marginal Pinheiros, também teria influenciado a queda nas vendas, afastando parte do público consumidor.

Com o início das obras de reconversão urbana do Largo da Batata, em 2007, os comerciantes da Teodoro criaram a expectativa de que o movimento de clientes fosse melhorar com a reforma das calçadas e o enterramento da fiação elétrica dos postes, entre a Rua Cunha e a Avenida Brigadeiro Faria Lima. Porém, a transferência dos cabos aéreos até hoje não ocorreu devido a desentendimentos entre a Prefeitura e a AES Eletropaulo quanto à obrigação do serviço.

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