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18/11/2017

Comunicar é partilhar com alguém

Publicado em 24/04/2017

Existe a opinião generalizada de que "a terceira idade é a 2ª infância", e com a qual não podemos concordar. Os idosos não voltam a ser crianças, são indivíduos com história, marcas, persona

Existe a opinião generalizada de que "a terceira idade é a 2ª infância", e com a qual não podemos concordar. Os idosos não voltam a ser crianças, são indivíduos com história, marcas, personalidade bem cimentada e com direito a serem tratados como sujeitos adultos, de valor e com dignidade!

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É preciso adotar uma forma de comunicação com o idoso eficaz, digna e adaptada aos seus desejos, características e necessidades, pensando em cada idoso de forma individual, independentemente de este possuir demências, limitações físicas e/ou cognitivas, evitando linguagem impercetível, palavras ambíguas, etc.

Seja porque temos familiares idosos de quem somos próximos, ou sendo cuidadores formais ou informais de um indivíduo idoso, desejamos ou necessitamos de manter com eles uma conversação. Devemos estar sempre atentos a algumas regras fundamentais: falar claramente, ouvir o que está a ser falado e prestar atenção à conversação; reconhecer que diversos fatores relacionados com a dependência, dificultam a comunicação no idoso.

Tratar o idoso com respeito e chamando-o pelo próprio nome, evitando expressões como "avó", "queridinho", "aquele que tem Alzheimer"...

Valorizar a sua experiência pessoal, cada idoso é diferente e deve ser tratado como tal, nunca ridicularizado ou infantilizado; manter sempre a tranquilidade, sem pressas, mostrando-se calmo e flexível; procurar guiar a conversa, ajudando o idoso a comunicar, não controlando nem falando pelo idoso; utilizar gestos, emoção na voz e representações icónicas, chamando as coisas pelos nomes.

É importante, também, olhar sempre para o idoso quando este fala e reconhecer o seu vocabulário, sendo que o humor, com respeito e inteligência, é uma boa arma para cativar a atenção do idoso.

Numa conversa, nunca discuta ou tente convencer o idoso, devendo falar claro e lentamente, sem elevar muito a voz.

É importante comunicar com frases curtas e simples, uma ideia de cada vez e adequadas ao nível cognitivo/cultural do idoso, dando tempo para que este entenda a ideia transmitida; para portadores de demência, quando da formulação de uma pergunta, nunca se deve dar muitas opções, facilitando a sua seleção; antes de dar uma notícia má, lembre-se sempre se o idoso é capaz de entender o que vai ser falado; mesmo perante um idoso acamado e aparentemente sem capacidades cognitivas mantidas, nunca deixar de comunicar (a estimulação, por mais pequena que seja, pode fazer manter algumas funções e suprir alguns déficit já instalados); manter uma comunicação positiva, com frases claras e afirmativas, evitando a palavra "não".

Finalmente, lembre-se sempre que um ambiente barulhento ou estressante pode piorar a capacidade de entendimento do idoso, assim como expressões de sofrimento, de raiva, de angústia, de tristeza, de espanto, no seu rosto, podem dizer mais sobre o que o idoso expressa, do que a sua própria fala.

Acima de tudo, lembre-se sempre que saber ouvir um idoso, saber falar com um idoso, demonstrando respeito pela sua sensibilidade e dignidade é o mais importante para lhe proporcionar uma velhice saudável, tranquila e digna do seu grande ser!

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Tels – 11-3136-1021  e Whatsapp 11- 97385-9250

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