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25/05/2018

O herói das mil faces

Publicado em 15/12/2017

Em toda mitologia antiga, conto de fadas, HQ, desenho, o verdadeiro herói é aquele que serve por amor (Eros), não por vingança, visando sempre o bem comum e não o individual. Um semideus – filho de (algum) Deus – cuja parcela divina se encontra ainda adormecida dentro de si (vós sois deuses). Em sua jornada espiritual, segundo as obras de Joseph Campbell, o herói, para se redimir, terá de vencer suas tentações mundanas interiores, que o impedem a todo momento de elevar a alma. Afinal, o tamanho do vilão é que define o herói. Seu nascimento incomum é baseado em alguma profecia. Na infância, destaca-se ensinando os mais velhos, e os inúmeros problemas são encarados como desafios naturais. De início, a queda (do “paraíso”) é simbolizada por um trauma – geralmente a separação dos pais (êxodo) seguida do exílio, marcando o início da vida pública em prol da humanidade. Sua arma é aquilo que tem de melhor, chamada sabedoria prática aristotélica, ou a incrível capacidade de identificar problemas e resolvê-los como nenhum outro. No teste supremo final de superação, costuma descer aos infernos (quentes ou gelados), sair de um labirinto, de dentro de uma baleia ou apenas consumar um singelo casamento; a união entre a terra e o céu, o espírito e a matéria, o retorno triunfal à pátria espiritual, finalizando, assim, seu ciclo interior.

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