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20/09/2017

Ser Mãe

Publicado em 18/05/2012

Por mais que uma mulher possa desejar ser mãe eu acredito que nenhuma de nós e aqui eu me incluo,

 

Rosanne Martins 
Por mais que uma mulher possa desejar ser mãe eu acredito que nenhuma de nós e aqui eu me incluo, está realmente preparada para assumir o papel cujo treinamento formal não existe – O papel de ser mãe. 
No teatro da vida somos treinadas e preparadas para diversas funções e papeis. Mas nenhum estágio nos dará as habilidades específicas que no futuro serão tão importantes e necessárias para desempenharmos, talvez, um dos papeis mais importantes da nossa sociedade: ser Mãe. 
Os aprendizados institucionais começam cedo, no Jardim de Infância, e tanto meninos como meninas se esforçam para fazer parte do modelo social ao qual somos expostos. Em geral, colecionando pequenas marcas do tempo de infância e superando alguns desafios inerentes a cada etapa da vida, chegamos à fase adulta equilibrados do ponto de vista emocional e certos de estar prontos para trilhar os passos dos nossos pais. 
Críticos vorazes na adolescência, descobrimos que as mães são criaturas que parecem vindas de outro planeta e, obviamente, não têm idade! Foram sempre assim, adoráveis! Mas, talvez, um tanto ultrapassadas. Mães não compreendem muitas coisas a nosso respeito e dominam com maestria a arte de se preocupar. Vivem neste estado de entorpecimento onde tudo parece girar em torno desta coisa aborrecida cujo objetivo é nos controlar 24 horas. 
Superada esta fase nos vemos ansiosos para ingressar na chamada vida adulta. Conquistamos a tão sonhada independência e nos sentimos prontos para fazer valer a própria soberania. Adoramos nossas mães, mas, nitidamente, elas precisam de algumas atualizações. E decidimos ser pais e mães jovens, legais e amigos dos filhos, sem caretice! Claro, acreditamos que podemos melhorar ainda mais esta relação delicada entre pai, mãe e filhos. Afinal, somos uma geração mais aberta, atualizada, adquirimos uma série de conhecimentos e queremos sempre inovar! 
É neste momento que a natureza nos presenteia com um pequeno produto inacabado, mas absolutamente adorável! É impossível não se apaixonar perdidamente por ele: a mãozinha, o pezinho, as coxas cheias de curvinhas e a bochecha fofinha são alguns dos atributos irresistíveis do pacotinho entregue. E a famosa personagem, Mãe, entre em cena. Via de regra, iniciamos a trajetória com descobertas surpreendentes – desde um sentimento de amor indescritível a uma sensação de pleno e total despreparo para desempenhar o tão nobre papel. 
Mas o eterno ciclo da vida cumpre seu misterioso destino onde tudo se repete, e a mãe despreparada e não treinada emerge vitoriosa. Ela é grandiosa em sua sabedoria inata e o tempo se encarrega de moldar a mãe que dá sem muito esperar, ouve e sabe calar, usa palavras sábias para confortar, silencia por respeitar e estende os braços para amparar. 
 
 
Ser mãe é um aprendizado constante numa via de mão dupla e o ensinar é silencioso, através dos atos. 
Feliz Dia das Mães!
 
 
 
 
 
 
 
Rosanne Martins é autora do livro  “Por que sonhar se não para realizar?”, certificada em Winnipeg em Grupos de Sucesso da autora Barbara Sher. www.rosannemartins.com.br
 
 

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