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18/11/2017

Mulheres no comando

Publicado em 03/03/2017

Há muito tempo se diz que lugar de mulher é na cozinha...

Há muito tempo se diz que lugar de mulher é na cozinha. Bom, o lugar da mulher é onde ela quiser. Se for na cozinha, que seja.

Uma das principais figuras da culinária brasileira no cenário mundial, Helena Rizzo nasceu em 1978. Aos 18 anos, decidida a experimentar a vida fora da casa dos pais, mudou-se para São Paulo. Enquanto fazia alguns trabalhos como modelo, foi garçonete da banqueteira Neka Menna Barreto e estagiou na cozinha dos restaurantes Roanne, de Emmanuel Bassoleil, e Gero, do Grupo Fasano. Convidada a chefiar a cozinha do Na Mata Café, desconfiou que talvez o universo da gastronomia fosse mesmo o seu. Aos 21 anos, juntou dinheiro, pôs na mala o caderno no qual desenhava e anotava seus devaneios e embarcou para a Europa. Estagiou nos restaurantes La Torre e Sadler, na Itália.

 

 

No comando do restaurante Mestiço há 19 anos, a chef baiana Ina de Abreu traz uma cozinha contemporânea variada, com especialidades tailandesas e toques baianos. Nos anos 1970, ela viveu em Londres, Nova York e Los Angeles. De volta ao Brasil, foi morar em São Paulo, onde trabalhou em locais como Nectar, Sátiva e Radar Tantã. Após essas experiências, participou da implantação da rede América e lá permaneceu por 11 anos. Em 1996, Ina viajou para a Tailândia disposta a conhecer a fascinante cultura gastronômica daquele país. A partir dessa viagem nasceu o Mestiço, no bairro da Consolação, em 1997.

 

 

 

 

 

 

A chef Yasmine Bahiense, que comanda o Margot Bistrot, começou estudar gastronomia aos 23 anos.  Ela aprendeu sobre outras culturas através dos hábitos alimentares de cada povo, e se apaixonou. Em 2003 formou-se e foi para a Espanha, onde realizou seu primeiro estágio, durante seis meses, com o chef Martin Berasategui, do restaurante de mesmo nome (três estrelas Michelin). Quando voltou ao Brasil, trabalhou com o chef Pier Paolo Picci, primeiro no Emiliano e depois no Café Antique. Passou também uma temporada no restaurante D.O.M., de Alex Atala.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A chef Julia Pimenta faz parte da terceira geração da rede de restaurantes e doceria Sweet Pimenta. Julia cozinha desde criança, quando passava as férias na casa da avó Zenaide, fundadora da marca, em Tupã, interior de São Paulo. Lá ela produzia suspiros, balas de coco e bolachinhas para a Sweet Pimenta. Em seguida, fez faculdade de gastronomia e estagiou em restaurantes renomados como Júlia Coccina e Traineira. Aos 21 anos, deu sua primeira consultoria e montou o restaurante Santo Antônio, do grupo Japengo, no Itaim Bibi. Em seguida, passou a fazer eventos como personal chef, ao mesmo tempo em que criava cardápios para a Sweet Pimenta.

Em comum, todas são responsáveis por grandes restaurantes na capital. “Gerenciar uma cozinha com muitos funcionários não é fácil, ainda mais em restaurantes diferentes. É sempre uma luta fazer a equipe trabalhar em harmonia e manter o padrão dos pratos. Por outro lado, é uma delicia para um chef de cozinha ter desafios”, comenta Julia. De acordo com Ina, o dia a dia na cozinha é “difícil, trabalhoso, mas compensa”, sendo uma “experiência enriquecedora”.

Mas cada uma tem seu toque especial. O Maní começa com a busca por uma alimentação orgânica e natural. Com a filosofia de servir os ingredientes mais frescos – numa experiência que combina técnica e memória afetiva; invenção e tradição –, o restaurante se tornou um sucesso local e internacional. No Mestiço, Ina comenta que procura equilíbrio e sabor nos alimentos. “Minha característica, em primeiro lugar, é o frescor dos alimentos; em segundo, a qualidade dos ingredientes; e em terceiro, a precisão no preparo”, afirma.

Julia, por sua vez, comenta que para se adaptar ao mercado atual há de se fazer de tudo. “Eu nunca tive preferência por doce ou salgado. Gosto de cozinhar, tem dias que acordo mais para uma coisa ou para outra. Mas o que minha cozinha tem de muito forte é essa coisa da comida de interior, com gosto de comida da vó, e mesa farta. Gosto das preparações lentas e dos doces à moda antiga, sem muitas modernidades”, finaliza.

Seja como for, as mulheres criam e recriam receitas. Assim como criam e recriam a si mesmas e o feminismo.

Mas uma coisa é inegável: onde colocam as mãos, o tempero fica melhor. Uma paixão que exala no alimento e faz a sua refeição virar um momento inesquecível.

Serviço: Maní – Rua Joaquim Antunes, 210 (Jardim Paulistano); Tel: 3085 4148; manimanioca.com.br / Mestiço – Rua Fernando de Albuquerque, 277 (Consolação); Tel: 3256 3165; mestico.com.br / Margot Bistrot – Rua Antônio de Macedo Soares, 1683 (Campo Belo); Tel: 2309 9515; margotbistrot.com.br / Sweet Pimenta – Rua Dr. Mario Ferraz, 577 (Itaim Bibi); Tel: 3168 3479; sweetpimenta.com.br

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