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20/09/2017

FILMES Destaques

Publicado em 03/03/2017

O Wolverine que todos queríamos.

 

Depois do efeito Deadpool de certa forma contagiar Rogue One, o diretor James Mangold conseguiu captar a essência selvagem do personagem movido pelo instinto do lobo, produzindo cenas viscerais e ultraviolentas nunca antes vistas em um blockbuster de super-herói. Diferentemente do mutante vigoroso que estreou nas telonas há 17 anos, vemos aqui um Logan extremamente frágil e cansado, que sobrevive sem vontade de viver como chofer de limusine. Ele cuida do convalescente Professor Xavier (Patrick Stewart), que sofre do Mal de Alzheimer e se tornou um perigo para a humanidade aos 90 anos. Ambientado em 2029, o filme lembra um saudoso faroeste ao estilo Mad Max, inspirado na distópica HQ Velho Logan, onde quase todos os mutantes permanecem extintos. O ato final do mártir será conduzir uma garotinha hispânica de 11 anos gerada em laboratório até El Paso, Texas, na fronteira dos Estados Unidos com o México, para reencontrar os remanescentes Filhos da Esperança mutantes. Os três personagens atuam com perfeição, sobretudo a X-23, interpretada pela agradável revelação Dafne Keen – idêntica aos quadrinhos e à animação –, uma cobaia que aprendeu a ter sentimentos e a reconhecer o valor da família. Afinal, os brutos também amam. Wolverine, que revolucionou o mundo do cinema no século passado, se “despede” com chave de ouro e de forma digna, mas duvido que essa seja a última interpretação do ator. Por isso, até breve, Hugh Jackman.

Logan (EUA, 2017, de James Mangold (Wolverine: Imortal), Ação dramática, 137 min., 16 anos) Nota: 4,0

 

Atuações que valeram Oscar

Corajosa adaptação da peça de teatro homônima que estreou na Broadway em 1987, quase toda ambientada no fundo do quintal de uma típica e modesta casa de família dos anos 50. A exemplo de Dogville e do seriado Chaves, o longa é pura expressão corporal, exigindo muito dos atores. Denzel Washington dirige com competência e ainda realiza uma das melhores performances de sua aclamada carreira de ator. Ele interpreta um lixeiro frustrado por não ter sido jogador de beisebol em razão da cor de sua pele, descontando toda a raiva no filho mais novo, Cory (Jovan Adepo), simpatizante do futebol americano. Autoritário, grosseiro e infiel, Troy é um homem de boa índole, mas sem cultura suficiente para expressar suas emoções com dignidade. A vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante do último domingo (26), Viola Davis, encarnou no mesmo ano o “demônio” Amanda Waller, de Esquadrão Suicida, ganhador do Oscar de Melhor Maquiagem. Agora, dá vida a esse “anjo” de pele surrada e expressão sofrida, uma mulher cansada por suportar calada o marido bêbado falando ladainha o tempo todo. Na casa, eles ignoram livros, rádio e TV, o maior inimigo da ignorância.

Um Limite Entre Nós (Fences, EUA, 2016, de Denzel Washington, Drama, 139 min., 12 anos) Nota: 3,5

Waiting for B

Documentário registrou, em 2013, momentos do lado de fora do estádio do Morumbi, em São Paulo. Tudo para acompanhar centenas de fãs da cantora Beyoncé, que chegaram a passar dois meses acampados na fila para tentar conferir o show da diva.

Waiting for B (Brasil, 2016, de Paulo Cesar Toledo, Abigail Spindel, Documentário, 71 min., 12 anos)

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