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22/09/2017

FILMES DESTAQUES

Publicado em 11/03/2017

Vida longa ao rei

Vida longa ao rei

 

A divertida e emocionante continuação ignora a morte de Kong, mas mantém os principais acontecimentos da versão restaurada do clássico de 1933, cujas consequências foram duas novas expedições à mística Ilha da Caveira durante a Segunda Guerra e no final da Guerra do Vietnã. Nessa última, os técnicos e lunáticos soldados remanescentes (Brie Larson, Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson e John C. Reilly), embalados pela ótima trilha sonora setentista – com participação de Jorge Ben Jor –, partem para o paraíso perdido (provável Oscar de Melhor Fotografia, que lembra a de Apocalypse Now). Assim como em Avatar, o longa define o homem como inimigo número 1 da fauna e da flora porque mata por vingança, e não para sobreviver. Diversão garantida e cheia de clichês, com muitas surpresas e dezenas de pretendentes ao trono do macaco gigante. Contudo, apenas um será páreo para ele.

Kong – A Ilha da Caveira (Kong – Skull Island, EUA, 2016, de Jordan Vogt-Roberts, Aventura, 118 min., 12 anos) Nota: 3,5

 

Deus é único e imaterial

 

Combater o politeísmo materialista foi a missão atribuída a Moisés (Êxodo 20, 4-5: “Não farás para ti ídolos”), que deveria transmiti-la ao povo de Israel e a toda a humanidade, até hoje idólatra de imagens de santos inspirados nos deuses greco-romanos. Foi pensando nisso que o Concílio de Niceia católico instituiu o dogma sobre Jesus-Deus da Santíssima Trindade, uma adaptação da Trimúrti da antiguidade oriental, que reunia nas doutrinas do bramanismo três deuses: Brahma, Shiva e Vishnu, inexistentes na Bíblia. Antropomorfismo que o Japão budista baniu no século 17, além de tentar converter os cristãos sob pena de morte. Reuninciar a sua fé foi um gesto simples e caridoso que a fé cega do padre jesuíta português Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) ofuscou, o que teria evitado dezenas de mortes enquanto ele tentava resgatar seu mentor, padre Ferreira (Liam Neeson). Indicado ao Oscar de Melhor Fotografia.

Silêncio (Silence, EUA, 2016, de Martin Scorsese (O lobo de Wall Street), Drama, 161 min.) Nota: 4,0

 

Inventores e corruptores

 

A história da ascensão do McDonald’s a partir de 1954. Após receber uma demanda sem precedentes, notar uma movimentação de consumidores fora do normal e perceber que os lanches ficavam prontos em até 30 segundos, o vendedor de Illinois Ray Kroc (Michael Keaton) adquire uma participação nos negócios da lanchonete dos irmãos Richard e Maurice “Mac” McDonald, no sul da Califórnia. Pouco a pouco, Kroc elimina os irmãos da rede e transforma a marca em um gigantesco império alimentício. A maior cadeia mundial de fast food foi inspirada no modelo fordiano da produção automotiva em massa, corrompida pela tramoia muito parecida à do dono do Facebook, Mark Zuckerberg, revelada no filme A Rede Social. Na teoria, o fundador é sempre um cientista ou idealista de boa fé e moral ilibada, até aparecer um comerciante interessado apenas no lucro e em passar a perna nele, estratégia que deturpou o cristianismo e os melhores partidos políticos e clubes de futebol, além de transformar o McDonald’s no principal responsável por mortes por obesidade no planeta, como denuncia o documentário Super Size Me – A Dieta do Palhaço.

Fome de poder (The founder, EUA, 2016, de John Lee Hancock (Malévola), Drama, 115 min., 10 anos) Nota: 3,0

 

O espiritismo brasileiro chegou a Hollywood

 

Kristen Stewart reencontrou seu espaço nos filmes cults a partir de Acima das Nuvens, do mesmo diretor Olivier Assayas, quando foi premiada com o César. Dessa vez ela interpreta uma médium descrente que sente com frequência a presença do irmão desencarnado, motivando-a pesquisar as origens da doutrina espírita pelas irmãs Fox e o famoso escritor francês Victor Hugo, de Os Miseráveis, através das mesas girantes na década de 1840, antes do codificador Allan Kardec. Maureen, que mora em Paris e trabalha como personal shopper para uma celebridade, passa a receber mensagens de texto desconhecidas enquanto viaja de trem pela Europa. Uma bela e fiel introdução do espiritismo aos hollywoodianos, prejudicada pelo final ambíguo, comodista e sem ousadia alguma.

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