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20/11/2017

Filmes Destaques

Publicado em 19/03/2017

Como é bom voltar a ser criança

Depois de Cinderela e Mogli – O Menino Lobo, a Disney cumpre com louvor a impossível missão de adaptar de forma quase idêntica uma das melhores animações de todos os tempos. O elenco afinadíssimo captou o espírito das personagens e, depois de muitas aulas de canto, soltou o vozeirão como se estivesse no palco da Broadway. A magnífica trilha sonora conta com três novas canções que exploram a solidão expressa na face orgulhosa da Fera (Dan Stevens), que se modificou do instinto selvagem para o pensamento racional contínuo ao aprender a amar. O longa aprofunda a relação informal entre os servos da corte (Audra McDonald, Ewan McGregor, Stanley Tucci, Ian McKellen, Emma Thompson e Gugu Mbatha-Raw) transformados pela feiticeira que encantou o castelo e um bondoso anjo que zela por nobres e vilões. Os vilões eram originalmente os servos (moradores de vilas) mais próximos do senhor feudal, que recebiam maiores privilégios pessoais e econômicos e tinham menos deveres. Eles são representados aqui pelos bajuladores ociosos do narcisista-chefe, o capitão Gaston (Luke Evans), acompanhado do engraçadíssimo escudeiro LeFou (Josh Gad), fofoqueiros que criticam até hoje letrados pensadores (Bella – Emma Watson) e cientistas (o pai, Maurice – Kevin Kline) que não dependem do trabalho manual para sobreviver. Bella nos emociona desde a saudação em francês (bonjour) até o grandioso e apoteótico baile. A novidade politicamente correta é o casal sair de seu conto de fadas para se deparar com a real Peste Negra que desolou Paris, em contraste com a Cidade Luz imaginada pela gentil camponesa.

A Bela e a Fera (Beauty and the Beast, EUA, 2017, de Bill Condon (Disney) (A Saga Crepúsculo: Amanhecer), Musical romântico, 123 min., 10 anos) Nota: 4,0

 

It’s only rock’n’roll

Ned (Bryan Cranston) leva toda a família para visitar a querida filha Stephanie (Zoey Deutch) no feriado de Natal, mas, ao encontrá-la, entra em conflito com seu namorado (James Franco), um rapaz excêntrico que ficou rico desenvolvendo games. Comédia adulta que não se desenvolve além de diálogos conhecidos pelos fãs do desgastado tema. Apesar do ótimo elenco, o longa de John Hamburg, mesmo diretor de Entrando Numa Fria, exagera nos palavrões e nas piadas sobre nudez. Ora, novidade para o público é ver super-heróis como Wolverine e Deadpool falarem palavrão e Bruce Wayne e Clark Kent ficarem pelados, não personagens corriqueiros. As surpresas ficam por conta da trilha sonora envolvente de clássicos do rock’n’roll, indicando que estamos ficando cada vez mais velhos.

Tinha que ser ele? (Why him?, EUA, 2016, de John Hamburg, Comédia, 111 min.) Nota: 2,0

 

Em busca de um lar

Documentário “falso”, interpretado por atores, sobre a real ocupação de um conceituado hotel abandonado no centro de São Paulo. Destaque para os refugiados da Colômbia, França, Congo e Palestina, vítimas do ódio dos haters covardes da internet. Quem administra a ocupação com atitude, organização e disciplina é a síndica Carmen (Carmen Silva), responsável por transformar a espelunca em um lugar decente e mais seguro do que a maioria das favelas. Lá tem água potável encanada e até eletricista profissional. O filme não toma partido, mas sugere que imóveis ociosos devem ser cedidos aos moradores de rua pelo poder público-privado, e não se tornar um entrave judicial mesquinho.

Era o Hotel Cambridge (Brasil, 2016, de Eliane Caffé (Narradores de Javé), Drama, 89 min., 12 anos) Nota: 3,0

 

Estranha no ninho

Fátima (Soria Zeroual) é uma argelina muçulmana que mora na França – país de ampla maioria católica – para proporcionar melhores condições de vida às filhas adolescentes Souad, a rebelde (Kenza Noah Aïche), e Nesrine (Zita Hanrot), que pretende estudar medicina. As duas nasceram em solo francês e, por isso, se sentem integradas à cultura local, namorando com naturalidade os garotos de lá. Em contrapartida, a difícil convivência com a mãe tornou-se irremediável. “Após muitos anos na Europa, Fátima multiplica os trabalhos de faxineira e ainda não domina a língua francesa. Seu olhar triste é aquele do imigrante que sofre inúmeros maus-tratos cotidianos, mas aceita a configuração social por desconhecer seus direitos e duvidar da possibilidade de mudanças” (Bruno Carmelo, do site Adoro Cinema).

(Fátima, França, Canadá, 2015, de Philippe Faucon, Drama, 79 min., 10 anos) Nota: 3,5

 

La Vinganza

Caco está enfurecido por flagrar sua namorada na cama com um argentino. A traição lhe faz partir numa viagem com um amigo para Buenos Aires a bordo de um Opala 1972. Chegando lá, seu objetivo é ficar com o maior número de mulheres possível e assim deixar para trás sua fama de corno.

(La vinganza, Brasil, 2015, de Fernando Fraiha, Comédia, 90 min.)

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