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26/05/2017

FILMES DESTAQUES

Publicado em 24/03/2017

Mentalizar  e morfar

A franquia de 20 versões para TV e duas para o cinema é uma adaptação da série japonesa Kyōryū Sentai Zyuranger. É por isso que metade do longa se passa na famosa pedreira visitada com frequência por Changeman, Jaspion e Flashman, enquanto a outra metade se passa na escola da Alameda dos Anjos. Diferentemente da série americana, a equipe é composta por adolescentes rebeldes e com superpoderes (Dacre Montgomery, RJ Cyler, Naomi Scott, Becky G, Ludi Lin) que se conheceram na detenção da escola, assim como no filme Clube dos Cinco. A reviravolta acontece quando eles encontram cinco moedas de cada cor (lembrando os anéis da Tropa dos Lanternas Verdes) perdidas pelo ranger Zordon (Bryan Cranston) e a ranger traidora Rita Repulsa (Elizabeth Banks), pouco antes da queda do meteoro que extinguiu os dinossauros da face da Terra. Um longa sombrio, preocupado em estabelecer uma sintonia mental permanente entre eles antes do combate decisivo com os Zords contra a fogosa vilã ressuscitada e seu monstro Goldar, em homenagem à série de 1966 Vingadores do Espaço.

Power Rangers (EUA, 2017, de Dean Israelite, Aventura, 124 min., 10 anos) Nota: 3,0

 

 

O sexto sentido fragmentado

Ousado, aclamado e controverso, M. Night Shyamalan, indiscutivelmente um dos melhores diretores do século 21, esteve em São Paulo para uma descontraída coletiva de imprensa na segunda feira (21) – da qual a Gazeta de Pinheiros participou –, em que divulgou seu mais novo sucesso de público e crítica que complementa as duas obras-primas O Sexto Sentido e Corpo Fechado, que têm por semelhança a mediunidade ostensiva dos protagonistas. Kevin (James McAvoy – merece um Oscar) é inspirado no estuprador de três universitárias (Anya Taylor-Joy, Haley Lu Richardson, Jessica Sula) Billy Milligan, que sofria de Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI) ou Síndrome de Personalidade Múltipla (SPM). Eram 24 parasitas espirituais (14 conhecidos) entre crianças, mulheres, homens de cultura, desequilíbrio, credos e raças diferentes disputando o mesmo corpo de acordo com a condição moral de cada um; todos controlados pela personalidade secundária dominante do severo, culto e inteligente Arthur. Por exemplo, em uma ação criminosa, emergia a personalidade de Ragen; para estupros, a lésbica Adalana. No intervalo entre uma possessão e outra, o hospedeiro tinha a sensação de amnésia. Os notórios casos de Billy, Sybil, Hawksworth e o fictício gigante esmeralda Hulk (inspirado em Dr. Jekyll e Sr. Hyde) ocorreram em virtude de um trauma de infância provocado pelo abuso sexual constante do padrasto. Na opinião do escritor espírita Hermínio Miranda, na obra Condomínio Espiritual, “a SPM não seria psicose nem neurose, mas faculdade mediúnica em exercício descontrolado”, diferentemente da esquizofrenia, em que a personalidade primária se mantém íntegra.

Fragmentado (Split, EUA, 2016, de M. Night Shyamalan, Terror, 117 min., 14 anos)  Nota: 4,5

 

 

A vida recomeça a partir dos 40

O clássico psicodélico de 1996, composto pela ainda desconhecida música eletrônica (a exemplo de Corra, Lola, Corra), marcou a geração da década perdida. Esta divertida sequência estabelece o reencontro dos 4 amigos viciados em heroína 20 anos depois. A separação ocorre porque Renton (Ewan McGregor) fugiu com a grana roubada que pertencia ao grupo, acabando preso. Renton foi o único que se safou, trocando o vício em drogas por atividade física diária. Agora Spud (Ewen Bremner), ainda dependente de heroína, Sick Boy (Jonny Lee Miller), querendo vingança, e Begbie (Robert Carlyle) partem para o acerto de contas com o “amigo” traidor. Geralmente militares, marinheiros, drogados e criminosos não têm perspectiva de futuro por conta do  risco de morte que correm. O novo longa de Danny Boyle é mais lento e muito menos ambicioso do que a primeira parte da saga, sem a mesma estética multicolorida e o ritmo frenético daquela juventude transviada, insinuando que na meia idade nos tornamos mais mansos e  responsáveis. A trilha sonora, que mistura rock e dance music, é como as últimas décadas, sem tendência musical definida. Além do competente elenco principal, vários personagens reaparecem, fortalecendo o relacionamento entre eles. Por isso, é fundamental rever Trainspotting – Sem Limites para que a continuação faça sentido.

T2 Trainspotting (Reino Unido, 2017, de Danny Boyle (127 Horas), Drama, 117 min., 16 anos) Nota: 3,0

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