O Grupo 1 Edição Digital Grupo 1 Mobile Fale Conosco
Receba nossas notícias

17/12/2017

Filmes - Destaques da semana

Publicado em 01/12/2017

Ótimo até para quem já conhece o final

Após inúmeras versões para cinema e TV do clássico de Agatha Christie – fã declarada de Conan Doyle –, considerado um dos cem melhores romances policiais de todos os tempos, o grande desafio do diretor e protagonista Kenneth Branagh era tentar agradar tanto fãs quanto leigos. Ele optou por uma trama dinâmica e bem-humorada, com bela fotografia e elegante figurino, condizente com o da época, sem se preocupar tanto com o caso. Essa é a primeira de uma série de aventuras planejadas pelo Studio sobre o mitológico, excêntrico e hercúleo detetive belga Poirot. Os longos e detalhados diálogos de Sean Connery, Ingrid Bergman, Lauren Bacau, Jacqueline Bisset e Anthony Perkins, de visual cafona na versão de 1974, são substituídos pelos olhares, expressões corporais cínicas, frases de efeito e tomadas de câmera comprometedoras de Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Penélope Cruz, William Dafoe e Daisy Ridley – a Rey de Star Wars, roubando a cena. Dinamismo essencial para agradar o informatizado e, sobretudo, impaciente público de hoje. Felizmente, ambos os filmes conseguem cativar, transmitindo grande parte do clima de mistério proposto pela aclamada escritora.

Assassinato no Expresso do Oriente (Murder on the Orient Express, Estados Unidos, 2017, de Kenneth Branagh, Policial, 114 min., 12 anos) Nota: 4,0

Dia do julgamento: arrependimento, expiação, reparação

Um grupo de pessoas é capturado para um novo jogo mortal. Os policiais investigam o caso e as evidências os deixam em dúvida sobre a real identidade do psicopata por trás da iniciativa. Tudo indica que é Jigsaw, morto há dez anos. Como na vida e na Bíblia, o jogo é simples e evidente. Ocorre que os participantes competem condicionados a buscar a solução mais complexa e, devido à forte pressão e à falta de inteligência emocional, não raciocinam direito e acabam perdendo (morrem). O longa é um disfarçado resumo dos três primeiros e melhores episódios da lucrativa franquia, ainda com a presença de Jigsaw, repleto de fan service, mas sem novidades. Muitos gostarão das sacadas saudosistas; outros acharão que é mais do mesmo.

Jogos mortais – Jigsaw (Jigsaw, Estados Unidos, 2017, de Michael Spierig, Peter Spierig, 92 min., 18 anos) Nota: 2,5

 

 

 

---------------------------------------------------------------------------------------------------------

E ainda... Para entrar no clima de Natal, estreiam as animações Estrela de Belém, retratando o nascimento do menino Jesus sob a ótica dos animais (86 min. Livre), e Com amor, Van Gogh, investigação sobre a controversa morte do pintor, feita com 65 mil frames pintados a óleo por 125 artistas. (94 min. 12 anos). Nota: 4,0

 

Thelma, de Joachim Trier, mesmo diretor de Blind e Mais Forte que Bombas, é o representante da Noruega ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A trama conta a história de uma jovem com poderes sobrenaturais incompreendida pelos pais severos e religiosos. (116 min. 16 anos). Nota: 3,5

No terror Screamers, o vídeo de uma mulher desaparecida em um cemitério viraliza na internet e é investigado por dois jovens. (82 min. 12 anos). O musical dramático Patti Cake$, indicado como melhor filme ao Oscar do cinema Independente, o Independent Spirit Awards 2018, é sobre uma jovem aspirante que luta pela improvável glória no cenário do hip hop. (109 min. 16 anos). Nota: 4,0

Dentre os nacionais, temos Rita, sobre uma mulher que tenta reconstruir sua vida na África, onde investiga a morte misteriosa da guerrilheira e ativista Yvone Kane (117 min. 12 anos); o documentário Meu Corpo é Político, que acompanha o dia a dia de quatro militantes LGBT da periferia de São Paulo (71 min. 12 anos); a comédia besteirol Os Parças, com Tom Cavalcante e Bruno de Luca (95 min. 14 anos); Antes o Tempo não Acabava, sobre um jovem rapaz urbano que possui raízes indígenas sateré (85 min.); Cromossomo 21, no qual Vitória, moça com síndrome de Down, se apaixona pelo jovem Afonso, que não possui deficiência alguma (90 min. 10 anos); e o suspense psicológico Lamparina Aurora, uma fábula sobre o tempo, o limbo e a solidão com grandes momentos de terror, especialmente no clímax, mas que não se sustentam. Um filme ousado, feito em nove dias. Esse é o caminho para o gênero de terror brasileiro (74 min.). Nota: 2,5

 

 

 

 

FECHAR

 
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
 
         
     


Gastronomia

Colunistas

Tecnologia