O Grupo 1 Edição Digital Grupo 1 Mobile Fale Conosco
Receba nossas notícias

26/05/2017

Filmes - Destaques da semana

Publicado em 06/04/2017

O Evangelho segundo A Cabana

É natural nos lembrarmos de Jeová (YHWH) – o impronunciável, malvado e vingativo Espírito Protetor de Israel do Velho Testamento; um falso deus a serviço do bem que visava corrigir os teimosos pupilos materialistas, ao contrário de Eli, Deus único e imaterial de infinita bondade, chamado de Pai por Jesus no Novo Testamento – quando estamos sob violenta emoção, a exemplo de Mackenzie (Sam Worthington) após a morte da filha pequena Missy (Amélie Eve). “O determinismo divino se constitui de uma só lei, que é a do amor para a comunidade universal. Todavia, confiando em si mesmo, mais do que em Deus, o homem transforma a sua fragilidade em foco de ações contrárias a essa mesma lei, efetuando, desse modo, uma intervenção indébita na harmonia divina. Eis o mal. Urge recompor os elos sagrados dessa harmonia sublime” (“O Consolador”, Chico Xavier). “O bem será, desse modo, nossa decidida cooperação com a Lei, a favor de todos, ainda mesmo que isso nos custe a renunciação mais completa (...) E o mal será sempre representado por aquela triste vocação do bem unicamente para nós mesmos, a expressar-se no egoísmo e na vaidade, na insensatez e no orgulho que nos assinalam a permanência nas linhas inferiores do espírito” (“Ação e Reação”, Chico Xavier). O Evangelho segundo o livro e o filme A Cabana, narrado em linguagem popular e esclarecedora, nos remete ao cristianismo primitivo, isento de dogmas e rituais proselitistas. Lá, Deus-Papai (Octavia Spencer) é uma doce dona de casa negra acima do peso que prepara, com muito esmero, um belo e delicioso banquete a Mack. Jesus (Avraham Aviv Alush, que também é judeu) é apenas um carpinteiro, e o Espírito Santo Sarayu (vento), uma humilde oriental. Vento era como os narradores da Bíblia denominavam os Espíritos; ora anjos, ora o Fluido Universal, ora o próprio Deus. Por fim, Mack é intimado por Sophia, a Sabedoria Divina (Alice Braga), a julgar a própria família em vez de continuar questionando as atitudes Divinas. Ele poderá salvar apenas um filho do eterno fogo do Inferno. Uma terrível “escolha de Sophia” que acabará de vez com seu sofrimento interno.

A Cabana (The Shack, EUA, 2017, de Stuart Hazeldine, Drama, 132 min., 12 anos) Nota: 4,5

 

Gatunos da velha guarda

Os octogenários Willie (Morgan Freeman), Joe (Michael Caine) e Albert (Alan Arkin) têm a pensão da empresa onde trabalharam por mais de 30 anos cancelada. O banco do qual Joe é correntista quer tomar sua casa, caso ele não arrume em 30 dias o dinheiro para completar seu financiamento abusivo de cláusula leonina. Por isso, os três resolvem assaltar esse banco para suprir os poucos anos que lhes restam. Coincidência ou não, o ator Michael Caine disse que está com câncer terminal e que este pode ser um dos seus últimos filmes. Esperamos que não. No entanto, será um filme digno, alegre e coerente para esse grande ator. Quem rouba a cena é Christopher Lloyd, que continua velhinho, louco e muito engraçado, como em 1985, quando interpretou o cientista Doc Brown na primeira parte da trilogia De Volta Para o Futuro. É uma pena que o tema “Robin Hood” (tirar dos ricos para dar aos pobres) esteja tão desgastado.

Despedida em Grande Estilo (Going in style, EUA, 2017, de Zach Braff, Comédia dramática, 96 min., 14 anos) Nota: 3,0

 

Os Smurfs e a Vila Perdida

Smurfette (Demi Lovato) não está contente: ela começa a perceber que todos os homens do vilarejo dos Smurfs têm uma função precisa na comunidade, menos ela. Indignada, parte em busca de novas descobertas e conhece uma Floresta Encantada, com diversas criaturas mágicas. Enquanto isso, o vilão Gargamel segue os seus passos. Primeira animação das telonas sem a participação de atores.

(Smurfs: The Lost Village, EUA, 2017, de Kelly Asbury, Animação, 90 min., Livre)

 

FECHAR

 
Publicidade
Publicidade
 
         
     


Gastronomia

Colunistas

Tecnologia