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26/07/2017

Filmes - Destaques da semana

Publicado em 07/07/2017

 

Aracnídeo hi-tech, sem perder a essência

Logo após os eventos de Capitão América: Guerra Civil, os Vingadores ganharam um merecido descanso em Midgard (Terra), um suplício para o ansioso adolescente Peter Parker (Tom Holland). De volta à dura rotina de nerd impopular, ele ainda não pensa em ser fotógrafo profissional, preocupando-se apenas com exames, detenções e em conquistar a garota mais descolada do colégio, Liz (Laura Harrier). Diferentemente dos quadrinhos dos anos 60, Parker não usa terno e gravata, e seus colegas são em maioria hispânicos, inclusive o rival e único playboy da turma, Flash (Tony Revolori). Destaque para o contraste entre a ingenuidade do “amigão da vizinhança” e o ardiloso vilão Abutre (Michael Keaton), um dos melhores da Marvel no cinema, justamente por ser um mero “trombadinha” munido de tecnologia alienígena dos Chitauri, mas tentando derrotá-lo com sua retórica maquiavélica em vez do confronto corpo a corpo. Sem perder a essência altruísta do personagem que sempre penou muito para conseguir o que deseja, o Homem-Aranha se modernizou e agora tem traje com visor computadorizado e até drone – cortesia do mentor Tony Stark (Robert John Downey Jr), que felizmente passa quase despercebido. Um filme leve e despretensioso, incomparável com os anteriores, e que se tornará um clássico da Sessão da Tarde.

Homem-Aranha: De volta ao lar (Spider-man – Homecoming, EUA, 2017, de Jon Watts, Aventura, 133 min., 12 anos) Nota: 4,0

 

Brasileiros vão à Antártida sem sair de casa

Felicidade, segundo Alfred Hitchcock, é “um horizonte limpo, nada com o que se preocupar”, como a imensidão branca do Ártico ou o espaço infinito descrito pelos astronautas da Apollo 11 momentos antes de pousarem na Lua. Decidido a realizar uma exposição de arte, o fotógrafo Cris (Selton Mello) viaja até uma estação de pesquisa polar para se isolar e tirar selfies que capturem as sensações causadas por uma série de músicas pré-selecionadas. No local, ele conhece o botânico brasileiro Cao (Seu Jorge), o especialista britânico em aquecimento global Mark (Ralph Ineson), o biólogo chinês Huang (Thomas Chaanhing) e o pesquisador dinamarquês Rafnar (Lukas Loughran). Os cinco precisam conviver juntos e descobrem diferentes perspectivas sobre a vida, a arte e a ciência. O melhor filme nacional do ano, de incrível nível técnico hollywoodiano, incluindo a belíssima fotografia, foi realizado “em casa”, num pequeno estúdio na Barra da Tijuca.

(Soundtrack, Brasil, 2017, de 300ml, Drama, 110 min., 14 anos) Nota: 3,5

As aventuras do pequeno Colombo

Ainda crianças, Leonardo da Vinci, Cristovão Colombo e Mona Lisa participam de uma sociedade secreta e descobrem fatos ignorados pela ciência medieval. Tentando salvar sua família da falência, Cris convence os amigos a irem com ele até uma ilha repleta de tesouros. No meio da viagem, no entanto, eles são atacados pela fera Nautilus. A animação 100% brasileira conta com a participação especial de José Wilker como o conde de Saint-Germain, um de seus últimos trabalhos de dublagem.

(Brasil, 2014, de Rodrigo Gava, Animação, 80 min., Livre)

 

“Oh vida, oh céus, oh azar…”

O Gran Circo Teatro Americano perambula por pequenas cidades dos sertões até chegar a Aracati, onde monta uma peça teatral. No cotidiano do circo, os personagens vivem aventuras ao modo picaresco dos anti-heróis do romanceiro popular. À exceção do Cirque du Soleil, de grandiosas apresentações fixas em luxuosas casas de espetáculo ao redor do mundo, a essência do circo é essa realidade nômade, nua e crua de trabalho árduo sem lucro, por amor à profissão. O problema é a temática pessimista aqui apresentada, fazendo apologia à pobreza e aos partidos políticos de esquerda no Brasil, com números repetitivos e piadas bobas que justificam a falta de interesse do público doméstico. Um bom espetáculo circense exige expressão corporal, talento e muita criatividade, podendo ser realizado até mesmo ao ar livre, como nos divertidos longas O Palhaço, de Selton Mello, e Chocolate, com Omar Sy.

Os pobres diabos (Brasil, 2013, de Rosemberg Cariry, com Chico Díaz, Sílvia Buarque, Everaldo Pontes, Comédia dramática, 98 min., 12 anos) Nota: 2,0

 

Perdidos em Paris

Fiona (Fiona Gordon) é uma bibliotecária canadense que recebe uma carta misteriosa de Martha (Emmanuelle Riva), uma tia distante. Ela pede que a sobrinha viaje imediatamente a Paris, para evitar que seja internada em um asilo. Sem ter a menor ideia do que está acontecendo – e nem mesmo de onde a tia se encontra –, Fiona viaja à cidade para encontrá-la.

(Paris Pieds Nus, França, Bélgica, 2016, de Fiona Gordon, Comédia, 93 min., 12 anos)

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