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18/01/2018

Filmes - Destaques da semana

Publicado em 15/12/2017

Star Wars: Belo, com virtudes, mas sem essência

(Contém spoilers) Depois de Thor, é a vez de Star Wars perder sua essência vítima das peculiares piadas infames fora de hora da Disney. Todo o peso nostálgico e filosófico trazido por J. J. Abrams no episódio anterior e a espiritualidade da Força representada pela fé divina em Rogue One foram praticamente esquecidos. Além disso, Poe (Oscar Isaac) tornou-se um piloto arrogante e sem carisma; Finn (John Boyega) parece ter desistido de sua jornada interior; Rey (Daisy Ridley) e Kylo Ren (Adam Driver) viraram amiguinhos rapidamente, deturpando sua mediunidade ostensiva, sem a outrora personalidade marcante. Soluções fáceis para problemas complexos, como o desequilíbrio moral e emocional tão difundido em toda a saga, retratado pelo medo e pela raiva intrínsecos em ambos os adversários, deveriam durar vários episódios. Luke (Mark Hamill) e Leia (Carrie Fisher) se reencontram friamente. Enquanto Rogue One destacou-se pelas sangrentas batalhas corporais, este foca os combates tripulados pelo espaço e pela Terra. Um enredo inovador e uma fotografia deslumbrante começando do ponto em que terminou o Episódio VII: O Despertar da Força. A Fox vem fazendo um ótimo trabalho com os X-Men, trazendo um clima de terror à franquia; sua venda parcial à Disney por 52,4 bilhões nesta quinta-feira (14) tornou-se motivo de preocupação em vez de festa.

Star Wars – Os Últimos Jedi (Star Wars – The Last Jedi, EUA, de Rian Johnson, Aventura, 152 min., 12 anos) Nota: 2,5

 

Quem criou a Mulher-Maravilha?

A não convencional vida de William Marston (Luke Evans), psicólogo e inventor de Harvard que ajudou a tornar real o detector de mentiras e criou a Mulher-Maravilha, personagem dos quadrinhos, em 1941. Marston mantinha uma relação polígama com a esposa Elizabeth (Rebecca Hall), psicóloga e inventora, e Olive Byrne (Bella Heathcote), ex-aluna que virou acadêmica. A relação antagônica entre a personalidade forte e determinista de Elizabeth e a pureza angelical de Olive, aliada aos ideais feministas de ambas, foi essencial para a criação da personagem.

Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas (Professor Marston and the Wonder Women, EUA, 2017, de Angela Robinson, 109 min., 16 anos) Nota: 3,5

As últimas serão as primeiras

Enquanto em 1968 a América e o resto do mundo ferviam com reviravoltas sociais como Woodstock e os graves protestos contra a Guerra do Vietnã, em uma pequena aldeia na Suíça, um dos países mais civilizados do mundo, as mulheres ainda se cobriam como nos países islâmicos. Com pouca liberdade sexual, eram impedidas de trabalhar e votar, limitando-se às atividades do lar. Inconformadas por vários anos, um grande número de mulheres lideradas por Nora (Marie Leuenberger) se refugiam em um casarão abandonado, ameaçando se divorciar dos maridos e fazendo-os sentir na pele como é cuidar da casa, dos filhos e ainda fazer o trabalho pesado de faxina. Representante da Suíça no Oscar 2018 de melhor filme estrangeiro

Mulheres Divinas (Die göttliche ordnung, Suíça, 2017, de Petra Biondina Volpe, Drama, 97 min., 14 anos) Nota: 3,5

Aventura dramática mal aproveitada

O jovem e rebelde Eric (Josh Hartnett) é um atleta de snowboard que vive em busca de adrenalina. Durante um fim de semana, numa estação de esqui, acaba preso por uma grande tempestade de neve. Náufrago, Até o Fim e 127 Horas, aclamados filmes sobre eremitas taciturnos errantes sobrevivendo em ambientes minúsculos, dependeram de muita criatividade e competência do roteiro para agradar ao público. Não é o caso aqui. Em vez de aproveitar o cenário montanhoso e radical, somado a toda a angústia do solitário jovem convalescente, o diretor Scott Waugh opta por focar o drama familiar do protagonista, com flashbacks desnecessários, deixando a aventura extrema em segundo plano.

O Poder e o Impossível (6 Below – Miracle on the Mountain, EUA, 2017, de Scott Waugh, Drama, 102 min., 14 anos) Nota: 1,5

Coragem! – As muitas vidas de Dom Paulo Evaristo Arns

Dom Paulo Evaristo Arns foi um importante cardeal brasileiro que defendeu os direitos humanos, enfrentando o regime militar e construindo centros comunitários na periferia de São Paulo para a população de baixa renda se organizar e reivindicar seus direitos.

(Brasil, 2017, de Ricardo Carvalho, Documentário, 76 min., 10 anos)

Lumière! – A aventura começa

Uma jornada pelo universo dos fundadores do cinema, os irmãos Louis e Auguste Lumière. Imagens históricas e um olhar único sobre a França e o mundo da Era Moderna através de 114 breves filmes dos irmãos franceses, restaurados em 4K e montados para celebrar seu legado.

(Lumière! – L’aventure commence, França, 2017, de Thierry Frémaux, Documentário, 90 min., 12 anos)

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