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17/12/2017

Filmes - Destaques da semana

Publicado em 17/11/2017

Vida longa à Liga da Justiça

Atendendo a milhões de pedidos dos fãs, a Warner Bros/DC conseguiu refazer em cima da hora 15% de um projeto mesquinho fadado ao desastre. O tom sombrio e nebuloso em cores opacas do antecessor Zack Snyder, que deprimia a maioria dos espectadores, foi substituído por cores vivas e nítidas, característica dos quadrinhos, graças ao novo diretor Joss Whedon. A trama finalmente contém uma narrativa coesa e diálogos alegres, com piadas inteligentes e pontuais, apesar dos efeitos especiais toscos e algumas sequências de ação apressadas e confusas. A desentrosada mas interativa superequipe formada por um Batman (Ben Affleck) menos sisudo e depressivo, pela encantadora Mulher Maravilha (Gal Gadot), que dispensa comentários, pelo piadista principiante Flash (Ezra Miller), o complexado Cyborg (Ray Fisher) e o praieiro carrancudo Aquaman (Jason Momoa), afastado de sua terra natal, a submersa Atlântida, é fiel à HQ dos Novos 52. Superman (Henry Cavill), envolto no manto azul-claro, ressurge inspirado em Christopher Reeve e aos acordes da trilha sonora original de John Williams, como o confiante defensor da humanidade que tanto pedíamos encarecidamente. Esperemos que aquele Homem de Aço medroso, inseguro e temido pelo povo continue embaixo da terra. A Liga da Justiça da TV e dos quadrinhos que sonhávamos desde crianças está cada vez mais próxima, abrindo um leque de infinitas oportunidades para novos e surpreendentes longas-metragens. Vida longa ao revolucionário universo da DC Comics.

Liga da Justiça (Justice League, Estados Unidos, 2017, de Zack Snyder, Ação, 121 min., 12 anos) Nota: 4,0

 Não reclame da vida, com criatividade tudo se resolve

No ano de 1958, Robin Cavendish (Andrew Garfield), carismático e aventureiro comerciante britânico, sê vê paralisado pela poliomielite contraída em viagem ao Quênia. Grávida do primeiro filho, sua esposa Diana Cavendish (Claire Foy) escuta dos médicos que ele jamais sairá da cama e não deverá viver muito. Paralisado do pescoço para baixo e dependendo de um respirador, ele decide contrariar os médicos, transferindo-se para sua casa. Tal ousadia incentiva milhares de pessoas em condição semelhante a ter uma vida independente no futuro. O longa, dirigido por “Gollum” Andy Serkis e produzido pelo próprio filho de Robin, Jonathan Cavendish, peca pelo vício desnecessário do melodrama final, destoando da proposta inclusiva das pessoas com deficiência na sociedade, sobretudo os paraplégicos. Os coadjuvantes Diana Rigg, Dean-Charles Chapman e Roger Aston Griffiths estrelaram juntos a série Game of Thrones.

Uma razão para viver (Breathe, Reino Unido, 2017, de Andy Serkis, Drama, 117 min., 12 anos) Nota: 3,5

Valentões fajutos

É verão em La Ciotat, França. Antoine (Matthieu Lucci) aceita participar de uma oficina de escrita, onde os jovens deverão desenvolver um romance policial sob a tutoria de Olivia Dejazet (Marina Foïs), famosa romancista. Agressivo e provocador, ele apresenta um texto polêmico e passa a ser odiado pelo grupo, ao mesmo tempo em que é apoiado pela intrigada professora. Geralmente os valentões que gostam de agredir as pessoas verbal ou fisicamente são os mais medrosos, inseguros e mentirosos. Para eles, andar armado é a única maneira de se expressar, já que não sabem dialogar quando contrariados.

A trama (L’atelier, França, 2017, de Laurent Cantet, Drama, 113 min., 14 anos) Nota: 3,5

Os adolescentes daqui são iguais aos de lá

Apesar de longo e parado, vale a pena conhecer este filme sobre as dificuldades financeiras de uma família portuguesa de alegria contida, incluindo a filha adolescente. A trama foge muito dos padrões americanos e brasileiros aos quais estamos acostumados, embora os sonhos e desejos dos “gajos” sejam os mesmos.

Colo (Colo, Portugal, 2017, de Teresa Villaverde, Drama, 136 min., 14 anos) Nota: 2,5

Complicada e perfeitinha: mulher de fases

Depois de se separar de Flavio (Thomas Trabacchi), Claudia (Lucia Mascino) se vê como uma alma perdida aos 50 anos e acha que a solução é reconquistar o ex-marido. Comédia italiana aparentemente leve, um pouco corrida e picotada, com sutilezas e peculiaridades femininas muito interessantes sobre as diferenças homéricas da idade sexual do homem e da mulher, segundo o “mercado”.

Histórias de amor que não pertencem a este mundo (Amori che non sanno stare al mondo, Itália, 2017, de Francesca Comencini, Drama, 92 min., 14 anos) Nota: 2,5

Victoria e Abdul – o confidente da rainha

O jovem indiano Abdul Karim consegue um emprego no Reino Unido. Ele se torna garçom no jubileu de ouro da rainha Vitória (Judi Dench). Os dois se dão muito bem e Abdul acaba virando assistente pessoal da realeza.

Victoria and Abdul (Estados Unidos, Reino Unido, 2017, de Stephen Frears, Drama, 111 min., 10 anos)

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