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22/09/2017

Filmes - Destaques da semana

Publicado em 30/03/2017

A Exterminadora do Futuro

“Quando a ciência conseguir meios que facultem a reencarnação, o Espírito se fará presente” (Divaldo Franco).

Esperamos sinceramente que a futura franquia, derivada de um vasto universo expandido originário da homônima HQ cyberpunk de Masamune Shirow – a mesma que inspirou Matrix e a excelente animação Ghost in the Shell de 1995 –, caia nas graças do público para que a bela e competente exterminadora de hackers e criminosos comuns Motoko Kusanagi (Scarlett Johansson), ao lado da turma de policiais da Sessão 9, prospere nas telonas por muitas e muitas décadas. Admirável mundo novo, onde 73% da população é composta de androides com alma “embutida” (Ghost in the Shell) e o restante, de humanos comuns, robôs e inteligências artificiais em constante guerra cibernética, o que se tornou realidade no mundo atual. A história é permeada por conceitos éticos, científicos e espiritualistas que contestam a individualidade, a personalidade e o caráter da alma imortal, quando transmutada para dentro dessas “conchas vazias”. Ocorre que todas essas questões fundamentais passam despercebidas, ofuscadas pelo visual fantástico, a narrativa fútil e a ação fiel e desenfreada que muito irá agradar aos fãs. Problemas socioeconômicos e populacionais também inexistem na megalópole japonesa de 2029, contaminada pela cultura mercantilista hollywoodiana, a exemplo da deturpação cultural que ocorreu no filme A Muralha.

A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell (Ghost in the Shell, EUA, 2017, de Rupert Sanders, Ficção científica, 107 min.) Nota: 3,0

 

Nascido para mandar

Ser filho único é reinar como um príncipe encantado em um eterno conto de fadas, cheio de perigos e aventuras. Tudo isso é desmanchado com a chegada do irmãozinho, que passa a ser o centro das atenções. Horrível sensação de desprezo, como se ele fosse um poderoso, sistemático e autoritário chefinho que dominou (hipnotizou) prontamente nossos pais, ditando regras egocêntricas, por mais que você tente convencê-los a voltar ao status quo. A não ser que eles resolvam adotar um cãozinho filhote – a única razão que irá obrigá-los a nos propor uma aliança fraternal em caráter de emergência. Afinal, o inimigo do meu inimigo é meu irmão. Divertido e criativo. Recomendo.

O Poderoso Chefinho (The boss baby, EUA, 2016, de Tom McGrath (Madagascar), Animação, 97 min., Livre) Nota: 3,5

 

Alô, Alô, Marciano

Em um futuro não muito distante, uma astronauta dá à luz logo após aterrissar em Marte. Por 16 anos, o filho Gardner Elliot (Asa Butterfield) convive em segredo absoluto com apenas alguns astronautas em uma estação da NASA estabelecida no planeta vermelho. Sem revelar a identidade, no entanto, ele se apaixona por uma internauta (Britt Robertson) com quem fala diariamente. Chega então o dia de ir à Terra encontrá-la e conhecer o pai misterioso na foto de cabeceira. Ficção científica interessante, mas pouco desenvolvida, enfocando um romance adolescente desgastado e pouco emotivo. O que vale a pena é sentir na pele as descobertas do “pequeno” alienígena desbravando o admirável mundo novo. Filme de domingo à tarde.

O Espaço Entre Nós (The space between us, EUA, 2016, de Peter Chelsom (Hannah Montana – O Filme), com Gary Oldman, Romance de ficção científica, 120 min., 12 anos) Nota: 2,0

 

A revolução feminina através dos tempos

Três mulheres, Dorothea (Annette Bening), Abbie (Greta Gerwig) e Julie (Elle Fanning), unidas pelo garoto Jamie (Lucas Jade Zumann), filho da primeira, dividem uma pensão na Califórnia no final dos anos 70, recordando a todo o momento as conquistas femininas das décadas anteriores e prevendo um futuro não muito agradável. Trajetória da revolução sexual feminina na América, amparada pelo movimento punk rock de bandas clássicas como David Bowie, Talking Heads e Sex Pistols. Indicado ao Oscar 2017 de Melhor Roteiro Original, merecidamente.

Mulheres do Século 20 (20th Century Women, EUA, 2016, de Mike Mills (Toda Forma de Amor), Drama, 119 min., 14 anos.) Nota: 3,5

 

Os belos dias de Aranjuez

No norte da França, um escritor alemão (Jens Harzer) começa a escrever esboços para o seu próximo livro. Como ponto de partida, ele desenvolve um diálogo entre um homem (Reda Kateb) e uma mulher (Sophie Semin) que se encontram em um jardim suspenso para discutir, entre outras coisas, sexualidade, amor, infância, suas memórias e a vida em si.

(Les Beaux Jours d’Aranjuez, França, Alemanha, 2016, de Wim Wenders, Drama, 98 min., 12 anos)

A Glória e a Graça

O filme conta a história de Glória (Carolina Ferraz), travesti bem-sucedida e feliz com suas conquistas, mas que vive distante de Graça (Sandra Corveloni), sua irmã. Quando Graça descobre uma doença terminal, as duas vão tentar aproximar as famílias para reestabelecer as relações entre os primos.

(Brasil, de Flávio R. Tambellini, Drama, 93 min., 14 anos)

 

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