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25/05/2018

Filmes - Oscar e Destaques da semana

Publicado em 02/03/2018

 

Oscar 2018: Intolerância 2

 

Os nove filmes indicados ao Oscar são uma espécie de continuação direta de Intolerance: Love’s Struggle Throughout the Ages (1916), do genial diretor D. W. Griffith, sobre quatro histórias de intolerância: na Babilônia; na França, durante o massacre da noite de São Bartolomeu; na Judéia, na época da crucificação de Cristo; e nos Estados Unidos, na época em que o filme foi realizado; todas interligadas pela dramatização de um poema de Walt Whitman. Os dois primeiros indicados abordam o principal motivo de a humanidade não estar avançada a ponto de fazer viagens intergalácticas: a guerra, especificamente a vitória dos aliados na batalha de Dunkirk, definindo O Destino de uma Nação e de todo o planeta. Nos anos 60 temos a Guerra do Vietnã, um fiasco de origem política descoberto pelo jornal Washington Post (The Post), contemporâneo à Guerra Fria, auge do preconceito racial contra os negros, agregado aos homossexuais, às mulheres e aos deficientes auditivos. Monstruosidades de deixar qualquer monstro envergonhado (A Forma da Água), que o filme Corra! também aborda de forma sarcástica e bem-humorada, a favor dos negros. Quanto ao direito de liberdade dos homossexuais, temos Me Chame pelo seu Nome e, sutilmente, Lady Bird, para que a protagonista feminista possa brilhar à vontade, em contraste com o machismo de Reynolds Woodcock em Trama Fantasma, nos anos 1950. Três Anúncios para um Crime elucida brilhantemente a difamação indiscriminada, mesmo que bem-intencionada, praticada pela mídia atual, transformando a vítima em réu. Nesse sentido, aparecem os indicados de Melhor Filme Estrangeiro. A transexual Marina (Uma Mulher Fantástica) ignorou calada todo tipo de humilhação e constrangimento por parte da família do namorado após seu falecimento, revoltando-se “apenas” quando sequestram seu cachorro, exemplo de tolerância aos inimigos e amor incondicional ao melhor amigo – ao contrário da disputa judicial enfrentada por um cristão libanês que molha acidentalmente um refugiado palestino (O Insulto). Como em “Três anúncios”, The Square – A Arte da Discórdia estabelece um limite para exercermos nosso livre-arbítrio sem ferir o do outro, quebrado pelo próprio criador do projeto. É chegado o fim dos tempos, Sem Amor continuaremos a viver em uma sociedade doente por mais um século. Amar a Deus de Corpo e Alma e ao próximo como a si mesmo é o único caminho, a verdade e a vida. O Oscar acontece neste domingo (4).

Ianques ou camaradas?

Após abandonar a promissora carreira de bailarina no Teatro Bolshoi por uma fatalidade, a jovem Dominika (Jennifer Lawrence) se torna espiã soviética no intuito de arcar com o tratamento médico de alto custo da mãe, mas acaba se apaixonando por um agente americano (Joel Edgerton). Uma premissa interessantíssima nos primeiros 15 minutos e diversas cenas quentes de sexo, nudez frontal e tortura comunista no decorrer do longa. Mesmo assim, o filme não empolga pela falta de empatia e expressão corporal do elenco, composto de atores americanos sem cacoete nem sotaque russo (diferentemente de Arnold Schwarzenegger em Inferno Vermelho), tendo que recorrer a diálogos forçados e desinteressantes por quase três horas. JLaw é linda e talentosa, dona de um corpo escultural em cenas picantes, mas apelativas, diferentemente das cenas contextuais de Instinto Selvagem. Um grave problema de roteiro que Tarantino ou Nolan teriam tirado de letra.

Operação Red Sparrow (Red Sparrow, EUA, de Francis Lawrence, 139 min., 16 anos) Nota: 2,0

Motorrad – futuro promissor para os filmes nerds brasileiros

Projeto ousado de terror e suspense mostrando que o Brasil está muito além das comédias românticas “pastelão”. A bela fotografia em cores frias – ao estilo Zack Snyder – do clima árido da Serra da Canastra, em Minas Gerais, mostra um grupo de motociclistas que vão se banhar inocentemente quando motoqueiros impiedosos aparecem para matá-los. Uma atmosfera sensorial propícia, com poucos diálogos de suspense e terror e um figurino ao estilo nerd. Os atores não comprometem, incluindo a misteriosa Paula (Carla Salle), que aparece subitamente. No entanto, o roteiro falho decepciona, deixando as ações previsíveis mesmo em um ambiente totalmente favorável, com um toque sobrenatural.

(Brasil, 2017, de Vicente Amorim, 92 min., 16 anos) Nota: 2,5

O Magic Kingdom interno e externo

Suntuoso reino mágico da Disney, em contraste com o simplório hotel sem hóspedes onde vive a garotinha Moonee (Brooklynn Prince), de seis anos, confinada em seu mundo fantástico de poucos metros quadrados. Uma dura realidade ao lado da mãe desajustada, sendo amparada apenas pelo zelador Bobby (Willem Dafoe – indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante). Planos-sequência quase intermitentes, com artistas amadores agindo naturalmente, confundem-se com a vida real em um filme para lá de profissional, além de brasileiros de passagem falando português rumo ao mundo dos sonhos.

Projeto Flórida (The Florida Project, EUA, 2017, de Sean Baker, 111 min., 14 anos)

 

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