O Grupo 1 Edição Digital Grupo 1 Mobile Fale Conosco
Receba nossas notícias

25/07/2017

Cefaleia em crianças e adolescentes

Publicado em 10/02/2017

A cefaleia ou “dor de cabeça” é um dos sintomas mais comuns em crianças e, felizmente, na maioria das vezes não representa uma doença complicada. Apenas 5% das cefaleias são secundárias, ou

 
A cefaleia ou “dor de cabeça” é um dos sintomas mais comuns em crianças e, felizmente, na maioria das vezes não representa uma doença complicada. Apenas 5% das cefaleias são secundárias, ou seja, representam um sintoma de outra doença, exigindo tratamento específico. De qualquer forma, o sintoma não pode ser negligenciado, ainda mais se estiver acompanhado dos chamados sinais de alerta.
Mesmo que raramente traga riscos para a criança, a cefaleia pode exigir tratamento contínuo, já que a frequência e a intensidade das dores podem atrapalhar as atividades escolares e de lazer. A criança que tem cefaleia não tratada pode apresentar, além da dor, comprometimento no rendimento escolar, além de isolamento dos amigos por não poder participar das atividades de lazer e esportivas na frequência desejada.
Um mito ainda muito presente é o de que os problemas visuais são uma importante causa da cefaleia. A principal forma de cefaleia crônica encontrada na infância é a enxaqueca, seguida da cefaleia tensional (causada pela tensão ou contração exagerada de grupos musculares do pescoço, ombros, couro cabeludo e face). Devemos caracterizar a intensidade da dor, o horário, os sintomas associados e os fatores desencadeantes para ajudar a definir o tipo de cefaleia e sua intensidade. A criança pode apresentar fatores desencadeantes como a ingestão de determinados alimentos, o jejum prolongado, o sono excessivo, a privação de sono, o esforço físico, o uso de medicamentos, dentre outros. Na enxaqueca, por exemplo, é frequente a ocorrência de náuseas, vômitos, dor abdominal, incômodo à luz ou ao barulho, palidez e sudorese. Além disso, devemos atentar para o uso abusivo de analgésicos, que podem ser responsáveis pela cronificação de cefaleias episódicas.
Os principais sintomas de alerta para cefaleia secundária são dor intensa, de início abrupto, mudança no comportamento da dor, com aumento da frequência ou intensidade, dor diária desde sua instalação, dor que não responde a analgésicos, presença de convulsões associadas, presença de doenças que atingem outros órgãos, distúrbios de coagulação, além de sinais observados no exame físico, como sinais meníngeos (sugestivos de meningite), febre, alterações motoras (perda de força de um lado do corpo, por exemplo) e alterações visuais.
A enxaqueca é a cefaleia mais estudada da infância. Não existe exame de laboratório ou imagem que defina o seu diagnóstico, sendo assim, é a partir das características das crises que o médico define o tipo de cefaleia. No caso das cefaleias crônicas, é importante que se faça um diário da cefaleia: a criança ou seu familiar devem anotar como foi o início da dor, o tempo de duração, se foi num lado da cabeça ou nos dois, se causou tontura, náuseas ou vômitos, se melhorou com o analgésico, que medicamento utilizou etc. A enxaqueca, em geral, dura entre poucas horas até 72 horas, e pode se manifestar em qualquer lugar do crânio, principalmente na fronte ou nos lados. Os sintomas podem variar conforme a idade de apresentação.
Fatores genéticos, psicológicos e ambientais influenciam fortemente na expressão da cefaleia na infância. O tratamento deve ser individualizado conforme suas características e intensidade, visando à melhoria da qualidade de vida da criança e da família.
Serviço: Marco Aurélio Safadi, professor de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenador da Equipe de Infectologia Pediátrica; nuk.com.br

FECHAR

 
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
 
         
     


Gastronomia

Colunistas

Tecnologia