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20/09/2017

Doença do beijo: saiba mais sobre a mononucleose

Publicado em 23/02/2017

A mononucleose é conhecida como “doença do beijo” por ser transmitida pela saliva de uma pessoa infectada. Por isso, adolescentes e jovens adultos estão mais propensos à aquisição dessa infe

 
A mononucleose é conhecida como “doença do beijo” por ser transmitida pela saliva de uma pessoa infectada. Por isso, adolescentes e jovens adultos estão mais propensos à aquisição dessa infecção viral.
De acordo com João Silva de Mendonça, coordenador do Departamento de Hepatites Virais da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a transmissão do vírus EB também pode ocorrer de outras formas – por transfusão sanguínea ou pela placenta, se a gestante adquirir a infecção aguda –, entretanto, são formas excepcionais e menos comuns. Não há dados definitivos sobre transmissão sexual.
A infecção primária ocorre, normalmente, em crianças de até dez anos de idade. Ela é comumente assintomática. Já se manifestando com adoecimento tipo infeccioso acomete, normalmente, indivíduos de 15 a 25 anos, que estão ainda suscetíveis, sem que tenha ocorrido anteriormente aquisição do EBV.
Essa enfermidade pode causar febre alta, inflamação com dores na garganta, aumento dos gânglios linfáticos do pescoço, inchaço nas amídalas, faringite, fadiga, dor de cabeça, náuseas, tosse, entre outros sintomas, que duram, na maioria dos casos, de duas a quatro semanas.
Porém, ainda de acordo com Mendonça, não há um antiviral que tenha ação plena sobre o vírus causador – mesmo com a resolução clínica dos sintomas, o EBV persiste em estado de latência, ou seja, não é eliminado do organismo. “Deve-se considerar, ainda, que pode permanecer presente na saliva, de forma contínua ou intermitente, por períodos prolongados”, explica.
A medicação indicada visa aliviar os sintomas e manter, da melhor forma, a condição geral do paciente. Na fase mais aguda, recomenda-se repouso, evitando-se atividades físicas de maior intensidade.
Em geral, o doente com mononucleose se recupera em poucas semanas, salvo as exceções – há casos em que os sintomas duram meses. Por isso, é importante consultar um médico para o controle da doença. 

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